Sarau cultural valoriza africanidades e quilombos e fortalece combate ao racismo em escola de Porto Nacional

Tocantins

18.05.2026

A Escola Estadual Dom Domingos Carrerot, de Porto Nacional, realizou na quarta-feira, 13, a culminância do projeto interdisciplinar Sarau Cultural Africanidades e Quilombos: somos um pouco de tudo e muito de cada pouco, envolvendo ações voltadas à valorização das culturas africanas e quilombolas, com o objetivo de conscientizar sobre o combate ao racismo estrutural.

Coordenado pelos professores Mayara Stephany Andrade de Souza e Natanael Silva Ribeiro, o projeto promoveu uma série de atividades pedagógicas e culturais ao longo dos últimos meses, destacando-se a metodologia por sequências didáticas, palestras, podcasts, formulários temáticos, leituras e recontos de obras literárias de autores negros brasileiros.

Nas contribuições históricas, intelectuais e culturais dos povos africanos e quilombolas, foram proferidas as palestras Africanidades e Quilombos, ministrada pelo professor Rogerio Castro Ferreira; e Racismo recreativo, ministrada pela professora Francislene Alves Bezerra.

O encontro contou ainda com a participação do grupo de dança Tia Ré, da Escola Família Agrícola de Porto Nacional, que apresentou danças regionais como a Sussa e o Carimbó. 

Para a professora Mayara Stephany Andrade de Souza, o projeto proporcionou momentos de aprendizado e transformação dentro da comunidade escolar. “Tivemos a oportunidade de falar sobre pertencimento e entendemos que a cultura negra não é apenas parte da história, ela constrói diariamente quem somos. Foi um momento emocionante, necessário e profundamente marcante”, destacou.

O professor Natanael Silva Ribeiro ressaltou que o Sarau permitiu aos estudantes reconhecerem a importância da cultura negra e indígena na construção do país. “O evento provou que arte, poesia, tambor e matemática podem andar juntos contra o racismo. Os estudantes reconheceram a si e se orgulharam de ser quem são”, afirmou.

Os estudantes destacaram o impacto das atividades desenvolvidas ao longo do projeto. Sarah Noronha Sampaio, do 9º ano, afirmou que se sentiu representada. “Cada história, cada depoimento, poesia e canto mostraram o empenho dos professores no combate ao racismo. O projeto me fez sentir orgulho da mulher que sou”, relatou.

Já a estudante Anna Luiza Cardoso Dantas Xavier, também do 9º ano, destacou a importância de ampliar o debate sobre o tema dentro e fora da escola. “Aprendi coisas que eu não tinha ideia que fosse tão presente na sociedade e hoje posso dizer de coração que faço parte dessa história também”, finalizou.

Edição: Núbia Daiana Mota/Governo do Tocantins

Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins

Abrão de Sousa/Governo do Tocantins