Amazonas
14.05.2026
A Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus, realizou, na tarde desta quarta-feira (13/05), atividade interativa com estudantes, buscando incentivá-los a realizar a autodeclaração étnico-racial. A iniciativa faz parte da campanha de autodeclaração étnico-racial em larga escala realizada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar em toda a rede estadual de ensino.
Organizada pelo Departamento de Políticas Educacionais para Diversidade (DPDI), o lançamento da campanha foi realizado, na tarde da terça-feira (12/05), no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan), reunindo coordenadores distritais, diretores escolares, professores e técnicos.
O objetivo da campanha é orientar e mobilizar a comunidade escolar acerca da importância da autodeclaração étnico-racial na educação básica, fortalecendo as políticas de promoção da igualdade racial, o reconhecimento das identidades étnico-raciais e a qualificação das informações educacionais da rede estadual de ensino.
Seguindo esse princípio, a diretora escolar da EE Sant’Ana, Bárbara Kely Lima, explica que a escola vem realizando esse incentivo a três dias em parceria com os pais e responsáveis. A escola decidiu unir um momento importante do bimestre que é a entrega de boletins para realizar o “Dia D” de incentivo unindo os alunos e seus familiares.
“Nós estamos explicando através de reuniões com os pais o que é a autodeclaração étnico-racial, o que ela significa e para o que ela serve tanto para a escola quanto para o estado”, explicou a diretora.
A autodeclaração e o autoconhecimento
A campanha realizada na EE Sant’Ana buscou, principalmente, colocar os alunos como protagonistas da iniciativa. Os estudantes Ana Vitória Araújo e David Miguel Marreiros, ambos da 3ª série do Ensino Médio, apresentaram um podcast na quadra da escola explicando sobre a importância da iniciativa como uma forma de se reconhecer e reconhecer seu posicionamento perante o mundo.
“Para mim é fundamental que, quando estamos nesse processo de desenvolvimento, desenvolvermos nossos saberes políticos sobre a própria racialidade. É o ponto que nos ajuda a entender como iremos lutar pela nossa independência ao decorrer da vida e pelos nossos saberes, direitos e vontades”, explicou o estudante David Miguel Marreiros.
Em um momento de diálogo uns com os outros, os alunos presentes puderam participar da atividade envolvendo o letramento racial e assim compreender a importância da iniciativa bem como se reconhecer como negros, indígenas, quilombolas, brancos ou amarelos, o que para estudante Ana Vitória Araújo, 15 anos, foi muito importante.
“Quando nós conscientizamos os alunos, pegamos eles para conversar e explicar que eles precisam se conhecer, principalmente dizer aos estudantes que eles não são apenas mais um ‘X’ no vestibular ou no IBGE, eu acho que isso muda o pensamento de muitas pessoas, de alguns jovens e a formas que eles pensam sobre si mesmos”, explicou a aluna.
A ação encerrou com um encontro com os pais e responsáveis na quadra da escola para a mobilização e orientação em relação à autodeclaração dos estudantes.
FOTO: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar