Rio de Janeiro
25.02.2026
Este ano, o Colégio Estadual Higino da Silveira, em Teresópolis, celebra 100 anos de história, dedicação e compromisso com a educação pública. Referência na Região Serrana do Rio de Janeiro, a instituição comemora o centenário com palestras, atividades culturais e ações especiais voltadas ao resgate da memória escolar e à valorização de trajetórias que ajudaram a construir sua identidade.
Motivo de orgulho para Teresópolis, o colégio chega a esse marco histórico reafirmando seu papel na formação de jovens fluminenses. Estudantes, ex-alunos e professores destacam a importância da escola em suas vidas acadêmicas e pessoais.
Concluindo o Ensino Médio neste ano simbólico, a estudante Lara Rezende, da turma 3002, afirma que a formatura vai ser marcada por muita emoção.
— Ao longo desses anos, tive o privilégio de fazer parte de um ambiente sempre acolhedor, onde os professores realmente se dedicam ao nosso crescimento e nos ajudam de verdade. Os funcionários também fazem a escola acontecer. Tudo com carinho, competência e respeito. Será um momento de despedida, mas também de muita gratidão pela convivência e pelas lembranças que construo aqui — relata.
Lara destaca ainda a importância de vivenciar o centenário como aluna concluinte.
— É impossível não se emocionar com os 100 anos da escola. É um marco que reforça o quanto esse lugar transforma vidas e constrói histórias. Estou encerrando minha trajetória no Higino com orgulho e saudade de tudo o que vivi e conquistei — conta.
A relação com a escola também atravessa gerações. Leandro Branco de Oliveira, professor de Filosofia, concluiu o Ensino Médio na instituição e, anos depois, retornou como docente. Para ele, o colégio foi determinante em sua formação.
— No Higino, construí valores, amizades e aprendizagens que levo para toda a vida. O conhecimento adquirido foi além dos conteúdos formais; aprendi sobre responsabilidade, convivência, respeito e sonhos. Foi aqui que compreendi a força transformadora da educação e o papel da escola na construção de caminhos e possibilidades. Hoje, tenho o privilégio de lecionar em um espaço repleto de memórias, enquanto ajudo a construir novas histórias com meus alunos — afirma.
Muitas das emoções vividas pelo colégio, contaram com o acompanhamento da Corporação Musical Higino da Silveira, formada há 10 anos. O maestro Felipe Vilch Son conta que a música sempre foi muito mais do que som na trajetória da escola.
– A música foi identidade, foi força, foi resistência e foi união. A banda não é apenas um grupo que toca instrumentos, é um símbolo vivo da grandeza da escola. Celebrar esses 100 anos é celebrar uma trajetória de conquistas, de talento e de união. É entender que o Higino da Silveira não forma apenas alunos. Ele forma campeões, músicos, líderes e pessoas preparadas para o mundo – diz o maestro.
A diretora-geral, professora Adriana Gaspar Coutinho, ressalta a responsabilidade de conduzir uma instituição centenária e reforça o compromisso com a educação pública de qualidade.
— Assumir a direção do Higino da Silveira é mais do que exercer uma função administrativa; é um compromisso diário com a formação humana e com a criação de oportunidades reais para nossos estudantes. Ao longo de um século, a escola formou milhares de alunos que hoje atuam em diversas áreas da sociedade, levando consigo valores como responsabilidade, ética e perseverança — destaca.
Segundo a gestora, a trajetória da instituição é resultado do trabalho coletivo.
— Nossa história é construída por professores dedicados, servidores comprometidos, famílias parceiras e, sobretudo, por estudantes que transformam desafios em conquistas. Celebrar este centenário é reconhecer o passado, valorizar o presente e reafirmar nosso compromisso com o futuro.
As comemorações seguem ao longo do ano, reunindo a comunidade escolar em torno de um marco que simboliza tradição, pertencimento e continuidade. Para a direção, o objetivo é que os próximos 100 anos sejam de ainda mais avanços e histórias de sucesso, consolidando o Colégio Estadual Higino da Silveira como patrimônio educacional de Teresópolis e referência na educação pública fluminense.