Secretário de Educação do Pará debate cultura e educação em fórum internacional

Pará

08.08.2023

 

O secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, esteve nesta segunda-feira (7) no I Fórum Internacional de Cultura, Sustentabilidade e Cidadania Climática para discutir cultura e educação, com o tema “Inovação produtiva e o futuro econômico da Amazônia”. Mediada por Joana Machado, coordenadora da Educação do Campo, das Águas e das Florestas da Seduc, a mesa foi composta por Marta Porto, jornalista e crítica de Cultura, e por João Arroyo, professor e pesquisador em Economia.

“Desde janeiro tenho conversado com a secretária Ursula Vidal (da Secretaria de Estado de Cultura) sobre como aproximar verdadeiramente a educação da cultura. Quando olhamos para o nosso Estado do Pará enxergamos um país, onde cada região tem suas próprias características, muito claras e muito diferentes entre si. Para isso, precisamos estimular desde muito cedo em nossos jovens um olhar crítico e criativo do lugar ao qual pertencem, para que nossos estudantes se enxerguem e tenham todas as ferramentas necessárias para produzir coisas incríveis a partir disso. A bioeconomia e a produção cultural andam de mãos dadas com a educação”, frisou Rossieli Soares.

O secretário de Educação apresentou a Política Pública de Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, idealizada pela Seduc. Sancionada em julho deste ano, a iniciativa promove a preservação e a coexistência ambiental por meio da educação, principal agente de transformação social.

A política pública integra as ações do governo do Estado desenvolvidas para a proteção da floresta amazônica, e servirá de referência a outros países em 2025 ao sediar a COP 30. Com o Encontro Global de Jovens e Meio Ambiente, em 2024, o Estado amplia sua atuação e reforça a importância dos jovens e da educação na manutenção do meio ambiente.

Participante do Fórum, a secretária Ursula Vidal enfatizou a necessidade de enxergar a cultura como parte da essência das políticas de meio ambiente. “É para que a agenda ambiental compreenda a dimensão da cultura, que é simbólica, mas também é identitária. É o que somos; como somos. Não haverá um caminho de uma nova governança. Não haverá um caminho para a justiça climática se não compreendermos essa dimensão da cultura na nossa matriz identitária”, disse a titular da Secult.

Cultura e clima - O I Fórum Internacional de Cultura, Sustentabilidade e Cidadania Climática contou com a presença de gestores da cultura, educação e meio ambiente, pesquisadores e especialistas em economia, urbanismo e sustentabilidade da Amazônia, para discutir o papel da cultura na crise climática.

A iniciativa é do Consórcio Interestadual Amazônia Legal, por meio da Câmara Técnica de Cultura e do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), e tem co-realização do Governo Federal, via Ministério da Cultura, e apoio do Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipam).

 

Texto: Bruno Magno / Ascom Seduc