Tocantins
01.04.2026
Como parte das ações pedagógicas desenvolvidas pela área de Ciências Humanas, estudantes da 3ª série do ensino médio do Colégio Militar Custódia da Silva Pedreira, em Porto Nacional, visitaram a Exposição de Arte Indígena Iny Karajá, no Serviço Social do Comércio (Sesc) Porto Nacional, no último dia 30. A ação integra o projeto interdisciplinar Da minha essência ao jeito de ser indígena. Idealizado pelos professores Sebastião Rodrigues e Ronney Batista, a iniciativa busca promover o reconhecimento da identidade regional e incentivar reflexões sobre ancestralidade, pertencimento e valorização das raízes culturais do Tocantins.
A experiência imersiva voltada ao reconhecimento da cultura, da história e da territorialidade do povo Iny Karajá permitiu que os estudantes analisassem mapas que apresentam a distribuição das terras indígenas no Tocantins e em estados vizinhos, como Goiás, Mato Grosso e Pará, compreendendo a dimensão histórica e geográfica da presença indígena na região.
Um dos momentos mais marcantes foi o contato direto com as bonecas Ritxoko, reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do povo Iny Karajá desde 2012. Produzidas em cerâmica, as peças representam cenas do cotidiano, personagens e elementos simbólicos da cultura indígena, transmitindo saberes ancestrais e reafirmando a identidade cultural do povo Karajá.
Integração entre teoria e prática pedagógica
A visita técnica constitui um desdobramento dos estudos realizados em sala de aula a partir do material didático Minha África e Povos Indígenas. As atividades pedagógicas incluíram aulas expositivas dialogadas, rodas de conversa, produções textuais e análise da obra Ritxoko: uma ancestralidade do povo Iny, promovendo metodologias ativas de aprendizagem.
A estudante Maria Eduarda Alves Azevedo, da 3ª série do Ensino Médio, ressaltou o impacto educativo da experiência, afirmando que as bonecas vão além de objetos decorativos, pois preservam a história e o modo de vida do povo Iny. “Pudemos observar as diferentes formas, pinturas e diversas representações. Isso tornou a experiência ainda mais interessante, pois conseguimos visualizar na prática tudo o que foi explicado na palestra. A exposição nos proporcionou um maior conhecimento sobre a cultura indígena brasileira e tocantinense, especialmente do povo Iny, e destacou a importância de valorizar e respeitar as tradições dos povos originários, contribuindo para nossa formação cultural e social”, disse.
Já a aluna Jackeline Arruda de Carvalho destacou o contato com aspectos simbólicos e espirituais da cultura do povo Iny. “Ouvimos lendas que reforçam a conexão profunda do povo Karajá com a natureza. Foi uma boa experiência, aprendemos bastante e eu sei que isso vai nos ajudar nas provas e como experiência de vida também”.
Para o professor de História, Ronney Batista, a iniciativa representa o compromisso da escola com uma educação inclusiva e socialmente responsável. O docente destacou a riqueza das informações apresentadas, ao abordar territorialidade, mitologia, cosmologia e os significados culturais das bonecas Ritxoko.
O professor Sebastião Rodrigues revelou que na continuidade do projeto Da minha essência ao jeito de ser indígena está prevista a realização de um dia de imersão cultural em uma aldeia indígena.
Revisão Textual: Liliane de Oliveira/Governo do Tocantins
Núbia Daiana Mota/Governo do Tocantins