Tocantins
12.05.2026
Conhecer a história sobre a formação da cidade, a cultura, as tradições e os causos é um dos principais objetivos do Projeto Integrador, que está sendo desenvolvido pelo Colégio Estadual Nossa Senhora da Providência, em Lajeado. O projeto será realizado durante o ano letivo e, entre as ações, está a visita à Casa de Memória de Lajeado Libânia Monteiro Gomes e conversas com a fundadora Maria das Graças Gomes Monteiro, que também é autora do livro Cidade das Pedras e das Águas – História de Lajeado. O resultado desses estudos será transformado em livro. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, apoia e incentiva as práticas pedagógicas inovadoras, como forma de ampliar o conhecimento a e visão de mundo dos estudantes.
O Projeto Integrador está sendo desenvolvido pelos alunos da 3ª série do ensino médio com o tema “Interpretar, intervir e transformar o mundo”. Conversando com os moradores, eles estão descobrindo que a história não está apenas nos monumentos da cidade ou nos livros, mas que a população é detentora de uma memória viva de muito valor.
As atividades acontecem durante as aulas de campo, nas quais os estudantes conhecem os pontos históricos e conversam com personalidades que vivenciaram o desenvolvimento do local e estas compartilham fotos, objetos e causos. E os alunos vão observando tradições, traços da modernidade e influências externas no desenvolvimento do local.
O projeto está sendo coordenado pela professora Gláucia Regina Campos Miranda, que leciona História, Sociologia e Filosofia. O objetivo do projeto é estudar as memórias e práticas culturais de moradores mais antigos da cidade de Lajeado, com foco na identidade e historicidade que nem sempre aparecem nos registros oficiais.
Entre as atividades realizadas pelos estudantes estão a pesquisa de campo, entrevistas, produção de fotos, transcrição das conversas com os moradores, e como produto final, os alunos produzirão vídeos, vão preparar danças culturais do local. A culminância dessa iniciativa está prevista para ser realizada entre outubro e novembro, com a realização de um sarau cultural e apresentações culturais e do livro impresso.
O livro que se pretende lançar contará com relatos dos moradores e produções de textos, poemas, cordéis e poesias de autoria dos estudantes.
“Eu acredito que cada estudante que participa dessas aulas tem uma percepção diferente de ver a história real de cada lugar visitado e, consequentemente, ao estudar a história de outras cidades ou povoados nos livros didáticos, eles desenvolvem o aprendizado com mais entusiasmo. Sabemos que as aulas de campo são importantes para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e esse projeto ajuda a termos, em sala de aula, o aluno investigador, que busca a real história e consegue desenvolver todas as atividades propostas”, explicou a professora Gláucia Regina.
O estudante Pedro Daniel Santos Maia ressaltou a importância da atividade para ampliar a aprendizagem. “Participar de uma aula de campo e ter a oportunidade de conversar diretamente com quem viu a cidade crescer foi uma experiência transformadora. Eu posso dizer que esse tipo de atividade muda completamente a nossa percepção sobre o que é estudar História e Sociologia”, frisou.
A jovem Maria Antônia Gomes Costa Monteiro gostou das atividades e falou de forma poética. “A aula de campo exige competências que nem sempre são exploradas em sala de aula, como empatia e a escuta ativa, pois é preciso saber ouvir e respeitar o tempo do outro, respeitando as pausas e as emoções de quem narra a própria vida”, comentou Maria Antônia.
“Esse tipo de aula é um exercício de alfabetização histórica. Ela nos ensina que todo cidadão é um agente da história e que as fontes orais são fundamentais para compreender as nuances que os documentos oficiais, às vezes, ignoram”, finalizou a professora Gláucia Regina.
Edição: Ana Luiza da Silva Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins
Joselia de Lima/Governo do Tocantins