Mais três escolas recebem selo que valoriza a educação étnico-racial em MS

Mato Grosso do Sul

11.05.2026

Selo ERER é importante para a educação integral em uma sociedade plural e diversa

No fim de abril, a Escola Estadual Manoel da Costa Lima, em Bataguassu, foi palco de um momento que vai além de uma entrega do certificado, celebrado ao som da Banda Marcial da própria escola.

A cerimônia foi conduzida pelo professor Leandro Laoriano, na presença da coordenadora regional de educação, Silvia Maria dos Santos e da coordenadora regional adjunta de educação, Josemeire Carneiro, ambas representando a SED. Além de gestores, educadores e estudantes reunidos para comemorar uma conquista coletiva.

As escolas certificadas na CRE - 9

Três unidades estão certificadas pelo desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas à equidade, ao respeito à diversidade e ao fortalecimento da educação étnico-racial.

São elas:

- EE Manoel da Costa Lima, em Bataguassu, dirigida pelas professoras Janete Aparecida Coello e Lucineide Correia Beck.

- EE Braz Sinigaglia, em Batayporã, sob a direção das professoras Glaucia Patrícia de Sá e Maria de Lourdes Moreira.

- EE Professor Luiz Carlos Sampaio, no Distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, dirigida pelo professor Cássio Alexandre Figueiredo e pela professora Maria Alice dos Santos.

Professor vira referência

O momento mais especial da cerimônia reservou um reconhecimento ainda maior. O professor Emiliano Francisco de Souza foi homenageado com o Certificado do Prêmio OLÙKÓ, na categoria Ensino da Cultura Afro-Brasileira.

O prêmio reconhece sua atuação contínua em defesa da causa étnico-racial dentro e fora da sala de aula. A palavra Olùkó, em Yorubá, define aquele que se mostra, que se preocupa e que se interessa pela educação.

Espaço de celebração da diversidade

A presença da Banda Marcial da EE Manoel da Costa Lima transformou a cerimônia em um evento que ficará na memória de quem esteve presente.

A coordenadora regional de educação da CRE - 9, Silvia Maria dos Santos, ressalta que o momento dignifica a diversidade étnico-racial que vai além da obrigação burocrática.

“Cada escola certificada pelo Selo ERER é a prova de que a educação étnico-racial não depende de grandes recursos, depende de compromisso, planejamento e do desejo genuíno de formar estudantes mais conscientes e respeitosos,” disse a coordenadora Silvia.

Por fim, ela parabeniza todas as unidades escolares pelo excelente trabalho desenvolvido na valorização da cultura afro-brasileira, africana e dos povos originários.

Gilberto Junior, SED

Foto: Cid Nogueira