Mato Grosso do Sul
31.03.2026
Votar é o primeiro passo para ajudar a transformar o lugar onde vivemos
Na Rede Estadual de Ensino a democracia é vivida na prática, como foi o caso da votação para eleger a nova diretoria do Grêmio Estudantil em 344 escolas, em todo o Estado.
Na EE Professora Fausta Garcia Bueno – FGB, em Campo Grande, mais de 600 estudantes foram às urnas nas eleições deste ano, em um processo que durou todo o mês de março.
O processo incluiu campanhas nas salas de aula, debates abertos com a comunidade escolar e, claro, apuração com resultado disputado.
Ao todo, cinco chapas chegaram a se inscrever e uma renunciou ao longo do processo.
Venceu a Chapa 2 'União para Crescer', com 273 votos. Em segundo lugar, ficou a Chapa 1 'Uma Geração Avançada', com 199 votos.
Em terceiro lugar, a Chapa 4 'Os Sonhadores da FGB', conquistaram 89 votos e a Chapa 5 'Elite FGB', com 22 votos, ficou em quarto lugar. Foram registrados 37 votos brancos e nulos.
A Comissão Eleitoral da Coordenadoria de Gestão Escolar da Secretaria de Estado de Educação apurou que a votação seguiu padrões inerentes ao que acontece em qualquer eleição democrática.
Votos foram frutos de engajamento
Propostas não faltaram. Durante a campanha, os candidatos levaram às salas de aula ideias concretas como:
- Dia do Esporte;
- Feira de Ciências;
- Festas Eventuais;
- Intervalos mais interativos;
- Campanhas para o público feminino.
Cada proposta era um convite à participação e os estudantes corresponderam.
Para Kamilly Foster Oshiro, de 14 anos, integrante da comissão eleitoral, a experiência deixou uma marca clara. "Foi uma experiência que exigiu responsabilidade em um dia marcante para a todos na escola”, revelou.
Onde o processo vira aprendizado
O percurso também não ficou isento de tensões. Houveram denúncias ao longo da eleição que, após análise, não resultaram em impugnação – e até isso fez parte da formação.
Para a PCPI (Professora Coordenadora de Práticas Inovadoras) e presidente da Comissão Eleitoral, Luana Laline Delfino, os apontamentos dos estudantes são parte essencial do processo.
"O que acontece aqui reflete, em certa medida, o próprio sistema eleitoral porque é um processo de formação cidadã, que reforça a importância da democracia e da participação consciente,” destaca Luana.
A Rede que forma cidadãos
O processo contou com o apoio da Superintendência de Gestão e de Normas Educacionais, por meio da Coordenadoria de Gestão Escolar da SED, garantindo transparência e orientação em cada etapa.
Para o diretor Marcos Vinícius Garcia, o Grêmio Estudantil vai muito além de uma representação simbólica. “É um instrumento real de transformação da escola, fortalecendo o sentimento de pertencimento e preparando os jovens para atuarem de forma ética e participativa na sociedade,” ressaltou.
A eleição do Grêmio na FGB é a prova de que o ambiente escolar pode e deve funcionar como laboratório vivo de democracia.
Quando o estudante vota, debate, propõe e respeita o resultado, ele não está apenas escolhendo uma diretoria, está aprendendo a ser cidadão.
Gilberto Junior, SED
Foto: arquivo escolar