Formação da Seduc fortalece gestão em escola indígena da Rede Estadual, afirma diretor escolar do povo Boé-Bororo

Mato Grosso

28.04.2026

Rui Matos | Seduc-MT

A 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, realizada pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com o Sebrae-MT, reúne em Chapada dos Guimarães, desde domingo (26) até esta quinta-feira (30), equipes da Rede Estadual de Ensino para alinhar práticas de gestão, organizar fluxos de trabalho e tornar mais eficientes as ações que chegam às escolas.

Entre os participantes está Romildo Kuruguguegudo, diretor da Escola Estadual de Educação Indígena Korogedo Paru, em Santo Antônio do Leverger. A unidade atende estudantes do povo Boé-Bororo no Ensino Médio e participa da formação com toda a equipe gestora.

Para Romildo, a convenção contribui diretamente para o funcionamento da escola, especialmente porque aproxima a gestão das demandas pedagógicas do dia a dia.

“Para a comunidade escolar indígena, uma formação como essa é muito importante. Por isso, estamos aqui com toda a equipe gestora da escola. Com orientação técnica, conseguimos fazer uma gestão ainda mais eficiente", afirma o diretor.

Para ele, o ambiente escolar avança em todas as áreas, sobretudo no pedagógico, porque os gestores passam a aproveitar melhor os recursos humanos e a organizar melhor o trabalho.

De acordo com Lucas Albuquerque, coordenador de Educação Escolar Indígena da Seduc, a formação considera as características próprias dessas unidades.

“A escola indígena é específica e diferenciada, tanto no pedagógico quanto nos processos de gestão. Essa capacitação busca aprimorar as ações de diretores, coordenadores pedagógicos e secretários escolares para que possam fortalecer suas práticas de gestão, respeitando a realidade de cada comunidade”, destacou.

Além de profissionais do Órgão Central, a convenção conta com a participação das 12 Diretorias Regionais de Educação (DREs), da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), equipes de apoio, diretores escolares, coordenadores pedagógicos e secretários escolares.

Durante a programação, os participantes trabalham os fundamentos do MEG Educação — Modelo de Excelência em Gestão — e a metodologia PDCA, voltada ao planejamento, execução, verificação de resultados e correção de rotas. As ferramentas serão utilizadas na análise de dados e na construção dos planos de melhoria das 630 unidades escolares da Rede Estadual.

A formação também aborda temas ligados à rotina das unidades, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além de sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

A Rede Estadual conta com 70 escolas indígenas, que atendem mais de 11 mil estudantes de 340 aldeias, em todas as fases do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essas unidades também contam com material pedagógico e projetos de recomposição da aprendizagem específicos para a educação indígena.

Atualmente, cinco escolas indígenas funcionam em tempo integral: EE Indígena Jula Pare — Umutina, em Barra do Bugres; EE Indígena Kurâ-Bakairi, em Paranatinga; EE Indígena Sagrado Coração de Jesus — Bororo, em General Carneiro; EEI Zarup Wej e EEI Zawa Karej, ambas em Rondolândia.