Estudantes surdos participam de oficina de música

Pernambuco

14.11.2019

A Escola Governador Barbosa Lima, situada no bairro das Graças, no Recife, recebeu, nesta quarta-feira (13), uma oficina de musicalização para estudantes surdos, da Caravana MusiLibras, que está percorrendo diversos estados brasileiros com a proposta. Cerca de 30 alunos participaram da atividade, que trabalhou inicialmente a percussão corporal. O projeto conta com o incentivo do Rumos Itaú Cultural e de outros parceiros. 

A oficina aconteceu no auditório da unidade de ensino e foi repleta de novidades para os estudantes. No início, eles aprenderam com Irton Mario da Silva, o Batman, coordenador do projeto, que o som pode vir do nosso próprio corpo, por meio de palmas e batidas dos pés. Posteriormente, o som foi tirado de instrumentos musicais. A frequência de batidas fez um ritmo que tirou o sorriso de muita gente. Wesley Paulo, do terceiro ano do Ensino Médio, já conhecia a vibração da percussão corporal e confessou estar feliz por ver alguns de seus colegas tendo o primeiro contato com a música. 

“Sentir a música, pra quem não escuta, é indescritível. Gostei bastante da oficina, principalmente porque muita gente esquece que o surdo também é capaz de sentir as vibrações dos tambores, das batidas”, disse. Larissa Ketlen, do terceiro ano do Ensino Médio, gostou tanto que agora pretende entrar em um grupo musical para surdos. “Já fui convidada para participar de algumas bandas, mas nunca tive tempo. Hoje, aqui na escola, eu fiquei encantada com tudo e fiquei bastante emocionada em alguns momentos, apesar de ter sido uma tarde divertida”, contou, por meio de uma intérprete. 

Irton agradeceu a receptividade da escola e dos estudantes e falou sobre o prazer em ministrar a oficina na escola. “A Escola Barbosa Lima é a que tem a maior quantidade de alunos surdos no Recife, e era um desejo antigo meu de fazer alguma atividade aqui com esses jovens. É através da prática musical que a gente trabalha a memória, o raciocínio, a coordenação motora, a atenção, e espero que a escola abra esse espaço mais vezes para que esses alunos desenvolvam melhor as suas habilidades. E o objetivo da gente é mostrar que a música pode ser feita por todos”, comunicou.