Estudantes lançam jornal impresso porque acreditam que notícia boa merece ser tocada

Mato Grosso do Sul

23.06.2026

Cada leitor do Conecta JOMAP já se sente parte da história que ele conta

Quando Gutemberg inventou a prensa móvel em 1450, mudou o mundo. Não porque a informação era nova, mas porque, pela primeira vez, ela podia ser tocada, guardada e compartilhada por muitas mãos ao mesmo tempo.

Mais de cinco séculos depois, em tempos de “arrasta pra cima”, estudantes dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, em Três Lagoas, fizeram uma escolha deliberada e poderosa; lançaram um jornal impresso.

O Conecta JOMAP, idealizado pela professora Rubenita e produzido pelos próprios alunos, chegou ao mundo no dia 1º de junho com reportagens, entrevistas, artigos de opinião, resenhas e histórias que só existem porque alguém parou, observou, pensou e escreveu.

O conteúdo do jornal estudantil

Mais do que conteúdo, o Conecta JOMAP carrega competências que nenhum aplicativo ensina sozinho. Leitura crítica, escrita argumentativa, interpretação de gêneros textuais, responsabilidade com a informação e o exercício de dar voz a histórias que merecem ser contadas.

Cada edição é também um registro da memória da escola, seus projetos, conquistas, personagens e desafios que, sem o jornal, correriam o risco de desaparecer na timeline do cotidiano.

Estudantes como protagonistas

Produzir um jornal exige muito mais do que escrever bem. Exige pauta, apuração, edição e decisão sobre o que merece ser publicado.

Agora, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver habilidades que preparam o jovem não apenas para o mercado, mas para a vida numa sociedade onde saber separar informação de ruído é cada vez mais raro e cada vez mais necessário.

A professora como mediadora

A iniciativa nasceu da professora Rubenita, que enxergou no jornal impresso uma ferramenta pedagógica capaz de integrar estudantes, professores, equipe administrativa e comunidade escolar num projeto comum.

"Quando o aluno segura o jornal que ele mesmo produziu, ele entende que as palavras têm peso e que a notícia que ele escolheu contar importa para alguém”, resume Rubenita.

Escola de criação e memória

Para a diretora Lourdes Alves, essa escolha diz muito sobre o tipo de escola que a JOMAP quer ser num tempo onde algumas notícias contam histórias que merecem ser guardadas, não apenas curtidas.

“Um jornal feito por estudantes é a prova de que estamos formando autores, escritores, pessoas que observam, pensam e têm algo a dizer ao mundo”, finaliza Lourdes.

 

Gilberto Junior, SED

Foto: Reprodução