Estudantes da Rede Estadual expõem trabalhos na "Cores no Interior - Relendo Portinari"

Pernambuco

14.11.2019

Estudantes do Ensino Fundamental da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Guiomar Krause, em Vitória de Santo Antão, estão participando de uma exposição de artes intitulada “Cores no Interior - Relendo Portinari”, no Instituto Histórico e Geográfico da cidade. Os alunos fizeram releituras de obras do artista plástico, que foram apreciadas pelo filho, João Cândido Portinari, na última semana. As telas ficarão expostas até o dia 18 no salão de entrada do equipamento. 

Renata Oliveira Barbosa, professora de artes da EREM, contou que a ideia de trabalhar releitura surgiu após a realização de um projeto onde os alunos estudaram sobre a vida e as obras de Tarsila do Amaral. “Os estudantes ficaram tão empolgados, que decidi realizar oficinas de pintura, e focamos, dessa vez, em Portinari. E foi um sucesso. É uma emoção imensurável o que a gente, enquanto educador, sente ao ver esses meninos entrando aqui e reconhecendo seus trabalhos, que estão sendo apreciados por tanta gente”, disse.

A EREM expõe 30 releituras inspiradas nas obras “Meninos brincando”, “Meninos pulando carniça” e “O mestiço”. Além da escola, outras unidades de ensino, instituições e artistas da cidade participam da exposição, que é realizada pelo próprio Instituto, com suas telas. Na última semana, João Cândido Portinati abriu a exposição e apreciou o trabalho dos estudantes. Daianne da Rocha, de 14 anos, aluna do 8º ano da EREM Guiomar Krause, tem pouco contato com a arte fora da escola, mas teve sua pintura contemplada pelo filho de um dos maiores artistas plásticos da história do país. 

“Achei bem legal entrar aqui e ver o meu quadro exposto. Eu nunca entrei aqui, nunca tive o sonho de viver da arte, mas tudo isso que está acontecendo é fantástico. Meus pais estão se organizando para visitar a exposição e eu vou mostrar com muito orgulho”, disse. Kervson Kurt, de 18 anos, aluno da EREM, falou sobre o aprendizado da atividade. “Eu acho que estudar sobre releituras só contribuiu para ampliar o nosso conhecimento. Eu não conhecia Cândido Portinari e muito menos pisei aqui. Foi através da exposição que eu me interessei sobre a história da cidade e pretendo vir aqui mais vezes para estudar sobre produção agrária”, contou.