Escola pública se reinventa para quem trabalha de dia e aprende à noite

Mato Grosso do Sul

28.05.2026

Rodas de conversa, oficinas e palestras na escola que escuta para ensinar melhor

Na Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, em Três Lagoas, o ensino médio noturno ganhou um projeto pensado para quem chega à escola depois de um dia inteiro de trabalho, já que a equipe pedagógica percebeu que a maioria dos estudantes já se encontra no mercado de trabalho.

A situação levou ao planejamento do ‘Ensino Médio Mais’, projeto que transforma a rotina de estudantes que constroem sua trajetória entre o mercado e a sala de aula.

Escutar para ensinar melhor

O ponto de partida do projeto é o diálogo. As rodas de conversa reúnem estudantes para debater temas do cotidiano, como uso do celular, violência urbana, saúde; criando um espaço onde cada voz tem lugar e o momento escolar ganha significado real.

Conhecimento que vai além do currículo

O ciclo de palestras amplia o horizonte. Cigarro, narguilé, cigarro eletrônico, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis entram na pauta com naturalidade, porque a escola entende que formar vai além do conteúdo programático.

Oficinas que revelam talentos

Maquiagem, dobradura, fotografia, pintura e defesa pessoal, agora, compõem oficinas e revelam que o Ensino Médio noturno também é espaço de descobertas.

Em parceria com a Educação Profissional, a Feira de Profissões amplia ainda mais esse horizonte, aproximando os jovens das possibilidades que o mercado oferece.

Celebrar também faz parte

Os Jogos Interclasses movimentam a escola com competições saudáveis e agregam pertencimento e uma forma de aprender com o esporte. E ao final do semestre, a entrega de certificados dos Alunos Destaques transforma o reconhecimento em estímulo.

O projeto ‘Ensino Médio Mais’ na EE Dom Aquino Corrêa teve início em 2025 e segue revelando o esforço coletivo de uma equipe que se reinventa para formar não só técnicos, mas cidadãos, numa escola que respeita quem já chega na sala de aula com uma jornada de trabalho pesada na mochila.

Gilberto Junior, SED

Foto: Arquivo Escolar