Tocantins
25.06.2026
A Escola Estadual Alcides Rodrigues Aires, de Porto Nacional, realizou, entre os dias 23 e 25 de junho, o projeto interdisciplinar Terra Viva e Ancestralidade no Chão da Escola, com atividades nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Arte e Matemática por meio de experiências práticas voltadas à sustentabilidade, à valorização da cultura afro-brasileira e indígena e à investigação científica do solo.
O objetivo do trabalho foi promover o diálogo entre os conhecimentos científicos e os saberes ancestrais, possibilitando aos estudantes compreenderem a relação entre o cultivo da terra, a produção de pigmentos naturais e as manifestações culturais que compõem a formação da sociedade brasileira.
Entre as ações desenvolvidas no evento destacaram-se a revitalização da horta escolar, a análise das características do solo e da produção de geotintas, tintas naturais elaboradas a partir de pigmentos minerais encontrados na própria terra. As atividades permitiram a vivência de conceitos científicos na prática, ao mesmo tempo em que estimularam a reflexão sobre sustentabilidade e identidade cultural.
A proposta buscou aproximar os estudantes dos conhecimentos sobre ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas, por meio de experiências concretas, incentivando o respeito à diversidade cultural e a valorização do patrimônio histórico brasileiro.
Além da produção das geotintas, os participantes conheceram técnicas ancestrais utilizadas por povos originários e comunidades quilombolas, compreendendo como os recursos naturais podem ser empregados de forma sustentável na arte e na construção da identidade cultural. O trabalho culminou na criação de produções artísticas que evidenciaram a integração entre ciência, natureza e ancestralidade.
Para a professora de Ciências, Clara Giusti Rodrigues, o projeto proporcionou uma experiência significativa de aprendizagem. “Ao trabalhar com a terra, os estudantes puderam compreender conceitos científicos na prática e, ao mesmo tempo, reconhecer a riqueza dos saberes tradicionais afro-brasileiros e indígenas. Ver os alunos relacionando ciência, cultura e sustentabilidade demonstra a importância de uma educação conectada com a realidade e com a história do nosso povo”, destacou.
A estudante Ana Gabriela Tavares da Silva, 9º ano do ensino fundamental, ressaltou os conhecimentos adquiridos durante as atividades. “Eu gostei muito de aprender que a terra pode ser usada para fazer tinta. Foi interessante conhecer como os povos antigos utilizavam os recursos da natureza para produzir arte. Também aprendi mais sobre a importância de cuidar da horta”, relatou.
O estudante Artur Olinda de Souza, do 9º ano do ensino fundamental, também destacou a experiência vivenciada. “Aprendi sobre ciência, cultura e sustentabilidade de uma forma prática. Fazer tinta com a própria terra foi uma experiência que vou lembrar por muito tempo”, afirmou.
Edição: Ana Luiza Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins
Abrão de Sousa/Governo do Tocantins