Amazonas
27.04.2026
A Escola Estadual (EE) Frei Silvio Vagheggi, localizada no Centro de Manaus, realizou, na sexta-feira (24/04), o projeto “24 anos da Lei de Libras: por uma escola verdadeiramente inclusiva”. Voltada para os estudantes da 1ª a 3ª série do Ensino Médio, a iniciativa buscou fazer os alunos da escola vivenciarem, sentirem e praticarem a Língua Brasileira de Sinais (Libras), em uma experiência para além da sala de aula.
Idealizado pela professora intérprete de Libras Mychele Ferreira, o projeto ‘24 anos da Lei de Libras’ celebra a criação da Lei 10.436/2002 que estabelece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão. A partir disso, os estudantes da EE Frei Silvio realizaram atividades dinâmicas e gincanas buscando valorizar a cultura surda e incluir todos os alunos da unidade de ensino.
Segundo a professora, a EE Frei Silvio, como uma escola polo para surdos, já possui a tradição de celebrar todos os anos o Dia Nacional dos Surdos em setembro. Porém, buscando uma inclusão verdadeira dos alunos surdos da escola, pela primeira vez a unidade de ensino desejou comemorar a data da promulgação da Lei e sua importância para a educação de uma maneira dinâmica e divertida.
“Todos os nossos alunos surdos estão incluídos em nossos projetos ativamente. Então para que eles se sintam parte, porque inclusão é fazer com que o aluno se sinta parte do corpo, não teremos palestras e sim um momento divertido com brincadeiras onde eles vão aprender sinais de uma forma mais descontraída”, completou a professora.
O protagonismo estudantil surdo
A iniciativa buscou, principalmente, colocar os estudantes surdos da escola como protagonistas. Durante a atividade, que reuniu alunos do turno vespertino e alguns do matutino, os alunos realizaram apresentações culturais e jogos que envolveram a utilização da linguagem de sinais como conversar, adivinhar palavras por meio de gestos, dentre outros.
Os estudantes também confeccionaram um painel sobre os 24 anos da Lei de Libras que ficou exposto para a comunidade escolar. Além disso, os alunos surdos vivenciaram a experiência de ser ‘reportér por um dia’, onde eles puderam tirar fotos, produzir vídeos e entrevistar os colegas.
Um dos estudantes surdos da unidade de ensino a vivenciar essa experiência foi a aluna Sarah Badaró, 17 anos, da 2ª série do Ensino Médio. Para a estudante foi um momento um pouco apreensivo já que ela teve que apresentar Libras e o projeto desenvolvido por ela juntamente com a professora no ano de 2025 aos colegas, mas também foi um momento animador onde a aluna se divertiu bastante.
“Eu achei muito legal esse projeto porque cria o respeito e essa união dos turnos da escola vai criar um interesse. Eu estou vendo as pessoas bem interessadas e trabalhando em união, eles também aprenderam a não usar alguns termos como surdo-mudo e se interessar mais pela Libras”, contou a aluna.
FOTO: Eduardo Cavalcante/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar