Dez produções estudantis chegam à final do III Festival de Cinema das Escolas Estaduais de MS

Mato Grosso do Sul

29.08.2025

A criatividade e o olhar crítico dos estudantes da REE (Rede Estadual de Ensino) se transformaram em narrativas audiovisuais que agora conquistaram espaço no III Festival de Cinema das Escolas Estaduais – Prêmio “Joel Pizzini”. Foram divulgados os 10 curtas-metragens finalistas que disputarão a premiação no dia 19 de setembro, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, das 13h às 17h.

Nesta edição, o tema “Arte e Cultura pela Paz: Caminhos para uma Convivência Harmônica” mobilizou mais de 20 inscrições vindas de diferentes municípios do estado. O festival é promovido pela SED (Secretaria de Estado de Educação), por meio da  Supre (Superintendência de Modalidades e Programas Educacionais) e do Nuac (Núcleo de Arte e Cultura), com o objetivo de valorizar o protagonismo juvenil e incentivar a produção audiovisual como ferramenta de reflexão social.

Confira lista dos finalistas:

Educação e transformação

De acordo com o gestor do NUAC, professor doutor Fábio Germano da Silva, o evento representa um espaço onde os estudantes podem expressar vivências e construir diálogos significativos:

 “O festival amplia os horizontes dos jovens, permitindo que discutam diversidade, convivência e respeito dentro da escola. Produzir cinema é também produzir conhecimento e promover a paz”, destacou.

O secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher, ressaltou que a iniciativa extrapola a valorização artística.

 “Mais do que revelar talentos, o festival reafirma a escola como espaço de formação cidadã. Ao refletirem sobre inclusão e convivência, os jovens ajudam a transformar a realidade em um ambiente mais justo e acolhedor”.

Avaliação e aprendizado

A seleção dos finalistas foi realizada em 27 de agosto, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande, por um júri formado por profissionais do audiovisual: Lisa Rodrigues, Eleutério Queiroz, Cid Nogueira, Ara de Andrade Martins e André Mazini.

Para a cineasta Lisa Rodrigues, iniciativas como essa preparam os jovens para muito além da sala de aula:

“Vivemos em uma era visual, em que compreender e produzir audiovisual é essencial. Ensinar os estudantes a lidar com essa linguagem de forma crítica e criativa os prepara para o mercado de trabalho e também para enfrentar os desafios do mundo digital”.

Reconhecimento cultural

O festival leva o nome de Joel Pizzini, cineasta com raízes em Dourados e trajetória marcada pela experimentação estética e pelo compromisso social. Entre suas obras premiadas estão 500 Almas, Caramujo-Flor e Enigma de um Dia.

Premiação e diversidade

Todos os finalistas receberão troféu e certificado, e haverá premiação para os três melhores curtas, além dos destaques em melhor fotografia e melhor roteiro. As produções vêm de diferentes regiões do estado, como Campo Grande, Dourados, Itaporã, Rio Verde, Ivinhema, Paranhos e Nova Andradina.

Todos receberão troféu e certificado de participação, e haverá prêmios especiais para os três melhores filmes, além dos destaques em melhor fotografia e melhor roteiro.

Apoio cultural

O festival conta com apoio da Setesc, FCMS, Febafams, MIS, LabPop, Fadeb/MS, Ampare/MS, Fertel, Bioparque Pantanal e Sanesul, reforçando a parceria entre instituições públicas e culturais para incentivar a arte e a educação no estado.

Texto: Jackeline Oliveira, SED

Foto: Divulgação