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Reciclagem 12:28, 16 set 2016 Sucatas viram instrumentos musicais nas mãos dos Embatucadores

Foto: A2img / Daniel Guimarães

Professor mantém projeto desde 2003 com alunos da E.E. Flamínio Fávero

Para uns um passatempo, para outros uma vocação. Presente no cotidiano das pessoas, a música auxilia no processo de desenvolvimento intelectual e aguça a criatividade. E criatividade não falta para os Embatucadores, grupo de alunos da EE Flamínio Fávero, que utiliza o corpo e objetos sucateados para criar performances.

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Inspirado pelo grupo inglês, STOMP, o projeto Embatucadores foi criado em 2003 pelo professor de artes com habilitação em música, Rafael Rip. O professor defende que todas as crianças tenham acesso à educação musical e, com isso, baldes, conduítes, cabos de vassoura e outros objetos reutilizados se transformaram em instrumentos musicais. O resultado dessa mistura, além de um espetáculo à parte para os olhos e os ouvidos, é também identificado na transformação da vida dos alunos.

Rip conta que entre as maiores evoluções identificadas estão o comprometimento, a organização, o respeito, a cooperação, a amizade e a disciplina. E essa mudança vai além dos muros da escola. A aluna Pietra Souza dos Santos conta que depois de entrar para o projeto, a sua relação com o irmão, Matheus Souza dos Santos, mudou completamente. “Aqui a gente precisa se ajudar, se um erra, o grupo inteiro pode sair do tom. Então, aqui, a gente se tornou amigos”, disse.

As turmas são formadas anualmente por cerca de 20 alunos. A sala de ensaio dos Embatucadores foi cedida pela diretoria da escola e está equipada com objetos frutos de doações voluntárias.

Na Vila Nova Cachoeirinha, onde está localizada a escola, o grupo de batucadores já é conhecido e essa fama já se espalhou. O grupo apresenta composições originais e reproduções na Avenida Paulista, em parques, além de serem convidados a se apresentarem em comunidades carentes. “Acho que o momento das apresentações são os mais aguardados pelos alunos. Porque a gente realmente se prepara para isso. A gente estuda, ensaia, troca experiências. Essa é a nossa realização”, disse.

Metodologia

Com três oficinas semanais de uma hora e meia cada, o processo inicia-se com uma metodologia lúdica baseada em jogos musicais e teatrais, passando pela aprendizagem da teoria musical (notação e a leitura), apreciação musical e culmina na realização de performances de percussão e danças com objetos ou instrumentos estudados, tais como: colheres, baldes, cabos de vassoura, mesas, tubos de PVC, por exemplo.

Cada um destes itens requer uma técnica específica de pesquisa das possibilidades sonoras e da movimentação que cada objeto pode proporcionar, somados aos conceitos básicos de música e teatro. “Qualquer coisa pode se transformar em um instrumento de musicalização”, lembrou Rip.



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