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Inovação e Criatividade 13:01, 2 dez 2019 Soluções para o cotidiano marcam Mostra de Robótica Estudantil em Alagoas

Soluções para o cotidiano marcam Mostra de Robótica Estudantil em Alagoas

Projetos apresentam formas de resolver problemas do dia a dia com automatização de prédios, residências e objetos

As soluções de problemas diários como de acessibilidade, facilitar a execução de tarefas domésticas, trazer segurança para os lares e gerar economias. Nesta quarta edição do Encontro Estudantil, por meio da Feira de Ciências do Estado de Alagoas (Feceal), alunos de diversas escolas do estado trouxeram seus projetos, desenvolvidos dentro de sala de aula, para a Mostra de Robótica. Visando agilizar atividades e reduzir custos, as propostas buscam, por meio da inovação, transformar a vida das pessoas.

Projetos unem inovação e preocupação social fotos Valdir Rocha 6

Com o projeto Robotic Life Up, os estudantes da Escola Estadual Senador Rui Palmeira, de Arapiraca, trouxeram automatização e facilidade para o dia a dia de cadeirantes. Para o estudante Riquelme Meire, da 3ª série do ensino médio, o projeto surgiu para ajudar essas pessoas.

Alunos da Escola Senador Rui Palmeira apresentam projeto Robotic Life Up 6 foto de Thiago Henrique

“O nosso projeto é uma cadeira que não perde a sua finalidade. Ela visa levar autonomia para cadeirantes, pois, por meio da automatização, essa cadeira sobe e faz com que o usuário consiga pegar alguma coisa ou realizar alguma atividade que não faria em uma cadeira fixa. Esse projeto leva autonomia e os inclui na sociedade”, explica o aluno.

Camisa com sensores da Escola Rosa da Fonseca fotos Valdir Rocha 1

Outro projeto que propicia mais independência para deficientes visuais é a camisa com sensores produzida pelos alunos da Escola Estadual Rosa da Fonseca, de Marechal Deodoro. “Trata-se de uma camisa com sensores e que vibra sempre que um obstáculo está próximo, permitindo ao deficiente que ele se desvie do obstáculo. Isso traz mais autonomia para que um deficiente visual ou auditivo possa se locomover no comércio, por exemplo”, resume João Felipe Rocha Ferreira, aluno da 3a série do ensino médio da Rosa da Fonseca.

Autonomia - Após identificar as dificuldades de locomoção de um colega de sala que é deficiente visual, os alunos da Escola Estadual Ângelo de Abreu, de Olho D'água das Flores, desenvolveram uma bengala automatizada feita de material reciclável e que, por meio de instrumentos eletrônicos, ajuda na locomoção do usuário. O projeto inclusive foi o vencedor da feira Experiment-AL – promovida pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) na categoria Ensino Médio.

Alunos da Escola Ângelo de Abreu apresentam projeto de bengala automatizada 7 fotos de Thiago Henrique

“O nosso projeto consiste na criação de uma bengala que seja acessível para toda a população de deficientes visuais. O projeto surgiu com o objetivo de ajudar o nosso amigo Jardel, que é deficiente visual. Sentíamos a dificuldade dele quando pedia para que alguns colegas o ajudassem realizar alguma atividade. Ainda estamos em fase de desenvolvimento, mas a bengala já é utilizada por ele dentro da escola. Utilizamos materiais recicláveis junto aos equipamentos de sensores e alto falantes que emitem um bipe indicando o obstáculo. Também aplicamos um sistema que vibra, no caso de cegueira total e deficiente auditivos”, explica a aluna Jamile Gomes da Silva, da 3ª série do ensino médio.

Economia - Buscando reduzir custos com eletricidade, os alunos da Escola Estadual Deputado José Medeiros, de Paulo Jacinto, apresentaram a sala de aula automatizada. Com o uso de sensores, o sistema proporciona o melhor aproveitamento da energia elétrica e, também, benefícios para os alunos. Eles também apresentaram uma lixeira automatizada movida por sensor de presença.

Sala de aula inteligente da Escola José Medeiros fotos Valdir Rocha 1

“Buscamos, com esse projeto, trazer benefícios como economia de energia. Nossa sala conta com sensores de temperatura e de presença. Quando o aluno entra na sala, o sensor liga os ventiladores e as luzes. Quando os alunos saírem, o sensor identifica e desliga o equipamento. O sensor de temperatura está programado para 20º celsius, quando a temperatura aumenta, os ventiladores recebem o comando para trabalharem mais. São pequenas ações que ajudam a economizar nos gastos com eletricidades. Em breve,desenvolveremos outro projeto com o mesmo sistema, mas aplicado à energia solar”, adianta o estudante José Vinícius Tavares, 3ª série do ensino médio.

Ajudando os moradores em atividades como ligar e desligar equipamentos, além de propor medidas de segurança, os estudantes da Escola Professor Loureiro, de Murici, trouxeram seu protótipo de casa inteligente.

Alunos da Escola Professor Loureiro apresentam casa inteligente 5 foto Thiago Henrique

“O nosso projeto visa facilitar a nossa vida e aprimorar as tecnologias que são aplicadas nas casas. Já existe um projeto de casa automatizada, mas estamos mostrando como é seu funcionamento e possibilidades e aplicação”, fala o estudante José Mateus Santos, da 3ª série do ensino médio.


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