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Sergipe 08:03, 26 fev 2018 Secretaria de Educação de Sergipe promove elenco de ações para incentivar à leitura

Foto: Janaína Santos

Projetos, ações e atividades visam dar um maior acesso dos alunos aos livros e transformar a leitura em algo prazeroso

Por Ítalo Marcos

A Secretaria de Estado da Educação tem promovido ações e investimentos nas escolas para promover o incentivo à leitura e formar leitores. Projetos para organizar e mobiliar bibliotecas escolares, doação e distribuição de livros paradidáticos, projetos de leitura em sala de aula são algumas das ações desenvolvidas com o objetivo de fortalecer o hábito da leitura em sala de aula, melhorando a escrita, a oralidade e a criatividade, além de promover o protagonismo juvenil.

O Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), através da Divisão de Material, Ensino-Aprendizagem (Dismea) tem feito um trabalho de destaque nessa área, com projetos que disponibiliza aos alunos um maior acesso aos livros.

De acordo com o coordenador da Dismea, Marcos Vinícius Melo dos Anjos, recentemente foi elaborado um projeto básico solicitando a aquisição de mobiliário para 100 novas bibliotecas escolares. São móveis como estantes, birô para computador, mesas, cadeiras, expositores, revisteiros, entre outros, para proporcionar mais conforto aos alunos e funcionários nas bibliotecas das escolas da rede estadual de ensino. O projeto está em fase de liberação de verba para que possa ser feita a licitação.

Além do mobiliário, a Seed também entra com a parte da organização das bibliotecas. "Nós não temos bibliotecários na rede estadual de educação. Mas temos um técnico que vai nas escolas e deixa a biblioteca organizada, dentro de um padrão que atende os alunos. A biblioteca tem que ser esse local dinâmico, onde o aluno entra, conhece, passeia, lê", explicou.

Distribuição, campanhas e doação

Outra forma de incentivo à leitura é a distribuição de livros paradidáticos. A Dismea adquiriu livros para o ensino fundamental e ensino médio, além de títulos sergipanos diversos, e os kits com as obras foram distribuídos para todas as escolas da rede estadual de ensino que possuem biblioteca ou sala de leitura. Com esses livros, os professores estão desenvolvendo projetos ligados à área de leitura. "Os títulos sergipanos são para incentivar a questão da identidade, da sergipanidade. São romances, contos, cordéis, que acabam trazendo muitas coisas da nossa história e da nossa cultura", disse Marcos Vinícius.

Paralelamente a isso, a Divisão de Material, Ensino-Aprendizagem continua com a campanha da doação de livros. Quem quiser fazer a doação pode entrar em contato com o Dase, através do número 99965-2923, e informar quais os livros quer doar. Importante ressaltar que a Dismea não recebe livros didáticos, apenas livros paradidáticos, romances, revistas e gibis.

E para reforçar ainda mais o acervo das bibliotecas escolares, outro projeto foi elaborado pela Dismea. "Nesse projeto nós estamos solicitando a compra de mais livros paradidáticos para ampliar o acervo de cerca de 250 bibliotecas. São livros para os ensinos fundamental e médio, além de obras sergipanas Vale ressaltar que nessa nova compra a gente incluiu livros para os professores da Educação Especial, além de livros para as escolas quilombolas e para escola indígena", afirmou.

Leitura na Educação no Campo

Os alunos das escolas rurais também estão sendo contemplados com projetos de incentivo à leitura. Através de uma parceria entre o Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase) e o Departamento de Educação/ Núcleo de Educação do Campo (DED/ Necam) foi solicitada a distribuição de livros mais específicos em relação à cultura do campo.

Segundo a coordenadora do Necam, Acácia Daniel, são realizadas formações com os professores, que depois resultam em projetos de leitura desenvolvidos em sala de aula. "Em 2015 começamos a trabalhar com a formação dos professores, principalmente das classes multiseriadas. Depois realizamos com os professores que trabalham nas classes regulares. A partir da formação nós trabalhamos projetos para a questão da leitura, que os professores irão desenvolver em sala com os seus alunos", disse.

Lê Campo e #Euleio

Além disso, há ainda duas ações em andamento. A primeira é o Projeto Leitura em Escolas do Campo (Lê Campo), que além de fazer circular os livros infanto-juvenis, também promove a reflexão sobre a função social da leitura e da escrita e desenvolve as habilidades por meio de formação continuada e de palestras. Esse projeto foi inicialmente apresentado em 53 escolas, e hoje é desenvolvido em algumas unidades de ensino referência.

Atividades como oficinas de língua estrangeira, contação de histórias, campanhas nas redes sociais, doação de livros e implantação de cantinhos de leitura com os livros doados são tarefas em desenvolvimento através do Lê Campo.

Os chamados "Cantinhos de Leitura" são colocados em escolas que não possuem bibliotecas, nem salas de leitura. Com a campanha de doação de livros, esses cantinhos recebem um acervo e se configuram em locais apropriados para que alunos, antes sem acesso aos livros infantis, possam ter esse primeiro contato com a leitura.

A campanha de doação conta com o apoio da Biblioteca Infantil Biafa e do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), que montou um ponto de recebimento de livros. Para incentivar a doação de livros, principalmente de literatura infantil e infanto-juvenil, o Núcleo de Educação do Campo tem incentivado nas redes sociais o uso da hashtag #Euleio.

Leitura digital

A Seed também tem incentivado a leitura através de ferramentas digitais, por meio de alguns programas e parcerias com outras instituições. "Quando se fala em leitura, pensa-se muito na questão do livro impresso. Mas nós temos também programas de incentivo à leitura na vertente digital", explicou a professora Gabriela Zelice, diretora do Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação. Ela citou como exemplos o Programa Escola Digital e a plataforma Synapse.

A tecnologia Synapse é uma das vertentes do projeto SOMOS, uma parceria da Seed com o Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) que está levando melhorias para os alunos do ensino fundamental de oito municípios da região do Baixo São Francisco, através da utilização da tecnologia. Trata-se de um método de alfabetização que utiliza um caderno pedagógico, um plano de aula, além de tablets educacionais. A metodologia agrega tanto os saberes da sala de aula, como também conhecimentos da neurociência, para melhorar o ensino e a aprendizagem dos alunos. A Synapse já beneficiou 129 escolas, sendo 113 municipais e 16 estaduais. Ao todo, 338 professores já participaram do curso de formação, 855 tablets já foram distribuídos e 6.399 alunos foram beneficiados diretamente.

Já o Programa Aula Digital é promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação, com a Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Instituto Paramitas. Através dele, escolas estaduais e municipais foram beneficiadas com kits tecnológicos compostos por notebook e roteador para os professores e tablets para os alunos, além de projetor. As ferramentas digitais trazem uma nova dinâmica para a sala de aula, motivando alunos e professores com inúmeras possibilidades de ensino e aprendizagem. Ao todo, 310 escolas sergipanas estão sendo contempladas, atingindo cerca de 18 mil estudantes.

Projetos nas escolas

Na   ‘Escola Estadual Prof. Valnir Chagas há o projeto "Leitura de Imagens", que acontece mensalmente sob a supervisão dos professores das diversas áreas do conhecimento. Os docentes selecionam um tema para o mês e apresentam imagens ligadas a ele sem qualquer texto escrito. A proposta é o aluno ler o que cada imagem quer dizer, bem como sua intencionalidade e que efeito de sentido elas querem causar no leitor.

Na Escola Estadual Prof. Acrísio Cruz é desenvolvido o projeto "O hábito de ler e contar". No Nelson Mandela, a professora Jeane Caldas implantou o projeto "Ler e conhecer o mundo!". No Centro de Excelência 28 de Janeiro, em Monte Alegre, há o projeto "A poesia vai à escola". Os alunos que são monitores da biblioteca realizaram o cadastro dos exemplares da biblioteca em um sistema recém-lançado pela Secretaria de Estado da Educação. Recentemente o Centro de Excelência adotou como mecanismo para o funcionamento da Biblioteca, o programa de controle de acervo e de empréstimo, ligado ao Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), dentro do site do sistema de controle da Seed. O objetivo é obter uma maior eficiência eficácia dos trabalhos na biblioteca, motivando cada vez mais os monitores a desenvolverem projetos de leitura que incentivem os alunos a despertarem o gosto pela literatura mundial.

Nos colégios Cícero Bezerra e Padre Leon Gregório, em Nossa Senhora da Glória, é desenvolvido o "Palco literário". Na Escola Estadual Olímpia Bittencourt há o Projeto Cantinho de Leitura, que conta ainda com a premiação do Leitor do Mês a cada última sexta-feira do mês para os alunos que mais pegaram livros para ler e preencheram as Fichas de Leitura. No Colégio Estadual Ministro Petrônio Portela os alunos e professores desenvolvem o "Vozes Literárias".

Outros Projetos desenvolvidos nas escolas estaduais: Trono Literário (Escola Estadual Alceu Amoroso Lima), Biblioteca Temática (Centro de Excelência Atheneu Sergipense), Gonçalo Literário, Antologia em Prosa e Verso, Café Literário (Gonçalo Rollemberg Leite), entre outros.


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