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Rio Grande do Sul 11:53, 22 set 2015 Proximidade da comunidade e avaliação constante são receitas de sucesso de escola gaúcha

Diretor da Escola Estadual Augusto Ruschi, de Santa Maria (RS), exibe os certificados do Prêmio Gestão Escolar vencidos em 2009 e 2013.
Foto: Roberto Witter, Seduc-RS

Para tornar o ambiente escolar realmente atraente, professores realizam pesquisa sócio-antropológica para entender o cotidiano das famílias

Conhecer a comunidade e abrir os espaços educacionais para ela estão entre os principais motivos que levaram a Escola Estadual Augusto Ruschi, de Santa Maria (RS), a ganhar por duas vezes o Prêmio Nacional de Gestão Escolar, em 2009 e 2013. Ao exibir com orgulho os certificados, o diretor Danclar Rossato mira agora um novo desafio: compartilhar as boas práticas com outros gestores.

“Nós temos excelentes práticas educativas, mas ficamos como ilhas. Para mudar isso, temos que compartilhar estas boas experiências”, acredita.

O começo de tudo foi em 2007. Com a adesão ao Programa Escola Aberta para a Cidadania, a direção estreitou a relação com os moradores dos bairros Jucelino Kubitschek e Nova Santa Marta, situados em uma região de vulnerabilidade social. O programa Mais Educação também contribuiu para a ampliação da jornada escolar, com a oferta de atividades que contribuem para a formação dos estudantes.

Mas não foi só isto. Para tornar o ambiente escolar realmente atraente, os professores todos os anos buscam os pais e alunos e, batendo de porta em porta, realizam uma pesquisa sócio-antropológica. O objetivo é entender o cotidiano das famílias e saber quais são as prioridades delas.

“Baseado nos questionários e nas entrevistas, chegamos ao complexo temático que a escola foca durante todo o ano, tanto nas ações de aprendizagem, quanto de inclusão social”, explica Rossato, que repete o processo antes do início de cada ano letivo.

A aproximação reduziu a evasão escolar para menos de 5% (em 2014, a média estadual para o ensino fundamental foi de 1,5% e no Ensino Médio de 9%) e diminuiu os índices de depredação do patrimônio escolar. Com a menor necessidade de reparos, as verbas são direcionadas para a aquisição de materiais permanentes e equipamentos didáticos, como aparelhos de ar condicionado, que foram instalados em todas as salas de aula. 

Autoavaliação constante

Outro ponto essencial para o bom andamento das atividades é a constante autoavaliação dos processos. Rossato conta que quando as falhas são detectadas, há a discussão imediata sobre como saná-las.

A autoavaliação é uma das etapas de inscrição no Prêmio Gestão Escolar (PGE), cuja iniciativa é do Conselho de Secretários de Estado da Educação (Consed). As inscrições para a edição deste ano se encerravam no dia 14, mas foram prorrogadas até o dia 28 de setembro. 
Podem participar instituições do ensino regular de educação básica das redes públicas estaduais e municipais, representadas por diretores. Ao fazer a inscrição on-line, o diretor tem acesso a um instrumento de autoavaliação dos processos de gestão e a um roteiro para o planejamento de um plano de ação - a ser construído com a comunidade escolar.

Professores de escolas públicas também podem fazer a inscrição para o prêmio Professores do Brasil, nas categorias creche; pré-escola; alfabetização; ensino fundamental - anos iniciais; ensino fundamental - anos finais e ensino médio. A promoção deste prêmio é do Ministério da Educação (MEC).

Ao fazer a inscrição on-line, o professor produzirá um relato de experiência, evidenciando sua qualidade e resultados obtidos. Ao escrever sobre uma experiência vivida na sala de aula, o participante desenvolve um exercício de reflexão sobre a própria prática, promovendo o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.


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