NOTÍCIAS

Paraná 12:20, 15 out 2015 Projeto envolve comunidade escolar em gestão financeira

Escolas incluídas no programa “Gestão Financeira na Escola” mudaram a rotina de como fazer a administração financeira dos recursos que recebem.
Foto: Divulgação/SEED-PR

As sete escolas estaduais que foram incluídas no programa “Gestão Financeira na Escola” já mudaram a rotina de como fazer a administração financeira dos recursos federais e estaduais que recebem. Técnicos da Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF), da Secretaria de Estado da Educação, e dos Núcleos Regionais de Educação de Paranaguá, Área Metropolitana Sul, Guarapuava, Ponta Grossa e Irati vão até as sete escolas para fazer um diagnóstico e desenvolver um trabalho em conjunto com os diversos segmentos dos estabelecimentos de ensino.

O principal objetivo do projeto é envolver toda a comunidade escolar na gestão financeira da escola. Um funcionário é designado como agente financeiro e fica responsável pela prestação de contas e de toda a parte burocrática que envolve o recebimento de recursos. Na reunião com os pais, o diretor apresenta todos os resultados, explica a origem do dinheiro e os gastos dos recursos, relata o saldo da conta e ouve sugestões de onde o dinheiro pode ser aplicado.

O Colégio Estadual Ilha das Peças, que fica na ilha de mesmo nome, município de Guaraqueçaba (Litoral), recebeu a visita dos técnicos da CAF e do Núcleo em setembro.

Uma das principais características do projeto “Gestão Financeira na Escola” é a indicação de um agente financeiro nos colégios. Esse funcionário fica responsável pela prestação de contas da escola e de toda a parte burocrática que envolve o recebimento de recursos. Isso ajuda o diretor, que antes precisava resolver sozinho estas questões.

Para o diretor Fernando Luiz Ramos Brock, a participação do colégio no programa é importante para ressaltar as características de cada escola. “Vamos ter a possibilidade de aproximação com a Secretaria da Educação e com o setor financeiro do Núcleo de Educação. Nossa escola tem uma realidade bem específica, nossa localização geográfica influencia em tudo”, explicou o diretor.

ALTERNATIVAS - Na Ilha das Peças moram cerca de 300 pessoas e não existe um comércio formalizado e legalizado. O acesso é feito somente de barco e a travessia leva 2 horas saindo de Paranaguá. Para fazer compras com os recursos do Fundo Rotativo, o diretor precisa ir até Paranaguá ou Curitiba. “Sabemos que a parte financeira segue toda uma legislação específica, mas acredito que com essa proximidade que o programa permite poderemos encontrar novas alternativas”, disse o diretor Brock.

Aline Arana, Gelson Alves da Silva e Marcelo Amaral, técnicos da CAF que fizeram o diagnóstico financeiro no Colégio Estadual Ilha das Peças, afirmam que a comunidade escolar apoia bastante a gestão do colégio.

“A escola desenvolve muitos projetos interessantes, como o de leitura, o resgate da pesca artesanal e a cultura local da ilha. A escola reforça isso com os moradores. Também fazem um campeonato de futebol interilhas”, explicou Aline. “Nosso objetivo com o projeto é ajuda-los no gerenciamento dos recursos federais e do Fundo Rotativo que chegam à escola”, definiu.

BOAS EXPERIÊNCIAS - A Escola Estadual Dias Rocha, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), também já participou da segunda fase do programa “Gestão Financeira na Escola”. Os técnicos financeiros estiveram na escola no dia 22 de setembro para fazer o diagnóstico e debater como melhorar a gestão financeira no estabelecimento.

“O projeto vai ser bom para a escola, todos ficaram animados com a presença do Núcleo Regional e da Secretaria aqui na escola. Esse contato próximo ajuda bastante. Ficamos muito esperançosos e com bastante expectativa com o projeto. Vai nos ajudar a como usar melhor os recursos financeiros”, disse a diretora da Escola Estadual Dias Rocha, Jussara Lacerda Silva Resolen.

A diretora destacou que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola já aumentou um ponto, mas toda a equipe procura continuar evoluindo e o programa de gestão financeira pode ajudar. Uma boa administração financeira também reflete nos bons resultados pedagógicos.

“O projeto vem para somar na nossa administração. Sempre que eu tenho dúvida eu corro atrás. Faz bastante diferença termos pessoas ajudando do nosso lado”, disse. “Achei bem interessante o projeto, nós podermos ter a visão de outras escolas, do que está sendo bem feito. Aprender com a experiência de outras escolas”, definiu.

GRANDE PASSO - No dia 29 de setembro foi a vez do Colégio Estadual Desembargador Cunha Pereira, de Fazenda Rio Grande , (Região Metropolitana de Curitiba) receber os técnicos da CAF e do Núcleo Regional. O diretor Marlon Roberto Ferreira também acredita que o programa vai melhorar a gestão dos recursos na escola. “Se você administra bem o recurso público consegue manter a escola funcionando certinho. O programa Gestão Financeira na Escola é um grande passo para aumentar a transparência na gestão dos recursos. O dinheiro público é do povo e precisa ser bem administrado para dar retorno para os alunos”, afirmou.

As técnicas Eloides Mazetti Nascimento, Vera Lucia Muller, Josiana Kusma e Ivony de Medeiros, todas da CAF, fizeram o diagnóstico financeiro da escola. “É uma escola bem estruturada e o diretor está bem interessado no projeto. Já existe uma gestão descentralizada, mas a escola quer evoluir ainda mais. Com o projeto isso será possível”, avaliou Eloides.

“Todos os segmentos da escola são unidos. O colégio tem muitos projetos e cada setor ajuda no andamento das atividades. O projeto de gestão financeira vai ajudar a melhorar ainda mais a organização do colégio”, afirmou Vera Lucia.

POSITIVO - “A nossa coordenadoria sempre está em busca do desenvolvimento de novas ações que visam à melhoria da qualidade da gestão financeira nas escolas. Temos resultados extremamente positivos das escolas que já participam do programa”, afirmou Manoel José Vicente, chefe da Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF).

CRONOGRAMA - Nos dias 5 e 6 de outubro os técnicos da CAF e do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava foram até o Colégio estadual Antônio Tupy Pinheiro, em Guarapuava (região Central), para a implantação da segunda fase do “Gestão Financeira na Escola”.

Nos dias 19 e 20 de outubro será a vez do Colégio Estadual Regente Feijó, de Ponta Grossa (Campos Gerais) participar da ação. A Escola Estadual Luiza Rosa Z. Pinto, de Irati (Centro-Sul), vai receber as atividades nos dias 26 e 27 de outubro. Na sequência, dias 28 e 29 de outubro, será a vez do Colégio Estadual Parigot de Souza, também de Irati.

Além das sete escolas, desde 2014 o programa também já funciona no Colégio Estadual Alberto de Carvalho, de Prudentópolis (Centro-Sul), e no Colégio Estadual Herbert de Souza, de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Até 2018 o programa “Gestão Financeira na Escola” deve ser expandido para todos os 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná.

FUNDO ROTATIVO - Neste ano, a Secretaria de Estado da Educação já repassou R$ 61,7 milhões do Fundo Rotativo para as escolas. Esse recurso pode ser utilizado para a manutenção e outras despesas relacionadas com a atividade educacional. Pela página da Secretaria de Estado da Educação na internet, é possível acompanhar quanto cada escola já recebeu do Fundo Rotativo e como esse recurso está sendo aplicado. Basta entrar no link Consulta Escola.

Tags: Paraná PR Fundo Rotativo Gestão Financeira