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Santa Catarina 18:28, 23 nov 2017 Profissionais da educação de Santa Catarina se reúnem para avaliar primeiro ano do Ensino Médio em Tempo Integral

Para Viviane, o Brasil já ganhou muitas corridas, mas agora é preciso ser campeão na educação. Com diretores das 15 escolas que aderiram ao programa em 2017 diretora Marilene Pacheco recebeu replica do capacete do Ayrton Senna pelo trabalho a frente do EMITI em Santa Catarina
Foto: Osvaldo Nocetti

A quinta-feira, 23, foi marcada na educação catarinense pelo Seminário Saberes e Práticas de Educação Integral. Cerca de 300 professores e gestores das escolas da rede pública estadual que oferecem o Ensino Médio Integral em Tempo Integral (EMITI) estão reunidos em Balneário Camboriú para trocar experiências sobre boas práticas de educação integral e fazer a avaliação deste primeiro ano do Programa em 15 escolas catarinenses. O evento teve a presença da presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, do secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, o presidente do Instituto Natura, David Saad e o presidente da FIESC, Glauco José Côrte.

Para Viviane, o Brasil já ganhou muitas corridas, mas agora é preciso ser campeão na educação. "Nossas crianças estão na corrida da vida e precisam da melhor equipe e do melhor carro. Estamos aqui para comemorar a construção do nosso melhor carro que é a educação integral. Ele tem que ser o mais poderoso para que, junto com nossa melhor equipe, todos vocês, nossos pequenos pilotos possam vencer", evidencia a presidente do Instituto Ayrton Senna ao falar aos educadores. Viviane comentou sobre as mudanças ocorridas em diferentes áreas e destacou as voltadas para educação. "Nossas crianças precisam de outras habilidades além da aprendizagem cognitiva, como as socioemocionais. É possível desenvolvê-las adequando com o conteúdo já trabalhado nas escolas. O conceito de integral vai além da permanência dos estudantes por mais tempo nas escolas é desenvolver a pessoa como um todo, pois elas em um nível de desafio maior para enfrentar", finaliza.

O secretário Deschamps destaca que o EMITI em Santa Catarina é um programa exitoso. "Estamos fazendo um trabalho de avaliação junto com gestores escolares, professores e, principalmente, estudantes para verificar os avanços e os resultados tem sido muito positivos. Uma primeira análise realizada com dados do primeiro bimestre mostrou que, nas 15 escolas que adotam a proposta, o desempenho dos estudantes foi, em média, 12% superior em matemática e 9% em Língua Portuguesa, quando comparado a outras escolas da rede. Outro destaque é a queda da evasão escolar", comenta.

O Estado executa desde o início desse ano projeto com 15 escolas que oferecem educação integral em tempo integral. Em 2018, a iniciativa deverá ser ampliada para mais unidades, e os educadores das novas escolas indicadas a integrar o projeto também participam das atividades deste Seminário. "O programa está muito focado no projeto de vida, projetos comunitários, enfim, uma forma diferente de fazer os trabalhos de educação em tempo integral nas escolas catarinenses. O esforço das equipes pedagógicas foi crucial para que o projeto fosse bem sucedido e é muito legal ver o entusiasmo da comunidade escolar junto ao programa, que tem tudo para dar certo nas novas escolas que irão ofertar o programa no próximo ano", afirma Deschamps.

Côrte pontuou que a educação integral será o tema que norteará as ações do Movimento Santa Catarina pela Educação em 2018. "Diante das dificuldades que ainda temos e que impedem de avançar na educação de qualidade, nós temos que revigorar as nossas forças para ir em frente. O que nós fizermos hoje por nossas crianças e jovens, não é importante apenas para eles, vai ser decisivo para o futuro do nosso País. Isso vai determinar o quanto seremos capazes de superar os maiores desafios e construirmos juntos um País melhor. A missão do educador é plantar o bem para as novas gerações, e estas, para as gerações futuras", destaca. 


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