NOTÍCIAS

São Paulo 13:06, 25 mar 2015 Professora da rede estadual inova dentro da sala de aula para falar sobre Direitos Humanos

Foto:

Os alunos realizam curtas-metragens por meio de celulares e câmeras fotográficas

Na E.E. João Solimeo, localizada na Estrada do Sabão, no bairro Brasilândia, também acontece a entrega do Oscar. O maior evento do cinema, dentro da escola, mobiliza todos os alunos com apresentações de curtas-metragens sobre Direitos Humanos. A 7ª Mostra de Curtas-Metragens se tornou um grande espetáculo realizado pelos próprios estudantes da escola.

Em toda premiação existem os vencedores e, nesta cerimônia, não é diferente. Os três grupos escolhidos recebem uma cesta de chocolate e um troféu. Para a professora Samantha Duques, criadora do projeto, a mostra estimula a inclusão. "A principal importância é a inclusão dos alunos, em vários sentidos, no estudo, na participação de todos independente dos problemas e limitações", conta.

Com o objetivo de diversificar as aulas de história, a professora inovou a forma de passar conhecimentos aos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental. No primeiro semestre, ela aplica teoria dentro da sala de aula. Depois deste embasamento, no segundo semestre do ano, os alunos começam a estudar Direitos Humanos. Para isso, diversos exercícios são aplicados dentro da sala de aula, como debates sobre artigos, filmes e livros.

Com todas as informações coletadas durante os exercícios, os alunos iniciam o roteiro do curta-metragem. As gravações podem ser realizadas pelo aparelho de celular ou máquina fotográfica. A professora Samantha destaca que a maioria dos estudantes leva a sua história para dentro das telas. "Os alunos vão apontando o que eles vivem, situam realmente a sua rotina, já que o gênero é livre", explica.

Ela percebeu também que a proposta começou a ser levada a sério pelos alunos, quando começou a receber DVDs e cartazes para a divulgação dos filmes. "Continuei o projeto por causa da procura dos próprios alunos. Eu até me animei mais com a mostra de curtas pelo retorno deles. Muitos me procuram para saber se vou dar aula para eles", conta.

Durante duas semanas, as portas da escola ficam abertas para toda a comunidade, pais e comunidade. O material de divulgação feito pelos alunos fica exposto na porta da escola. Temas como preconceito racial, idosos, drogas e bullying, são transmitidos pelas telas do projetor multimídia, aparelho utilizado para a exposição dos filmes.

Os holofotes já estão sendo preparados para a próxima edição de Curtas-Metragens. Os alunos já estão mobilizados para a criação dos vídeos que serão transmitidos no próximo semestre, na E.E. João Solimeo.


Tags: São Paulo Gestão Escolar Portal SP Direitos Humanos