13:43, 11 set 2015
Rio Grande do Sul

Prevenção de violência nas escolas é prioridade da Educação no Rio Grande do Sul

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Cultura do diálogo para a solução dos problemas da comunidade escolar já virou realidade em 32% da rede, que possui 2.558 escolas

Conter o avanço da violência no ambiente escolar é prioridade da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul.  A meta estipulada no Acordo de Resultados - compromisso firmado entre as secretarias e o governador José Ivo Sartori, no início deste ano - de instalar e reativar 100 comissões Internas de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipaves) na rede estadual já foi superada. De maio a julho, 280 novas Cipaves foram formadas. Deste total, 113 foram implantadas nos 19 municípios listados pela Secretaria da Segurança Pública como os que possuem os maiores índices de violência no Estado. 

Hoje, a cultura do diálogo para a solução dos problemas da comunidade escolar já virou realidade em 32% da rede, que possui 2.558 escolas. “Não há como se ter uma educação de qualidade em um ambiente contaminado pela violência. Saber lidar com os conflitos que ocorrem no ambiente escolar é a missão das comissões”, afirma o secretário da Educação, Carlos Eduardo Vieira da Cunha.

Segundo Vieira, à medida em que elas cumprem o seu papel, transformam o ambiente escolar em um local de boa convivência e respeito às diferenças, fazendo com que haja boas condições para o desempenho em sala de aula. “Propagar uma cultura de paz no ambiente escolar é a grande missão das Cipaves”, ressalta o secretário, que acrescenta estar convicto de que o sucesso do trabalho é fundamental para que o Estado possa diminuir os preocupantes índices de evasão e repetência. 

Gerente estadual do projeto Cipaves, a professora Luciane Manfro explica que as comissões são formadas por alunos, pais, professores, direção e funcionários. “A ideia é diagnosticar e coibir casos de indisciplina escolar, intolerâncias, bullying, entre outras situações que ocorrem fora do muro da escola, mas interferem diretamente no ambiente escolar”.


Comunidade e poder público juntos

A mediação, o debate, o diagnóstico, o mapeamento e as ações conjuntas da comunidade e do poder público são as armas das comissões, que são uma instância dos conselhos escolares para combater a violência e os riscos de acidentes dentro e nos arredores do colégio. O trabalho é baseado na mediação de conflitos e envolve outras secretarias de Estado, como o Gabinete de Políticas Sociais, Saúde, Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos, entre outras . 

A ocorrência de assaltos no entorno da escola foi apontada por unidades da rede estadual de ensino de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Pelotas, Porto Alegre e São Leopoldo. O fato levou a gerência do projeto Cipaves a se reunir com o Comando Geral da Brigada Militar, que assumiu o compromisso de reforçar o patrulhamento escolar na região diagnosticada. Além disso, uma denúncia da comissão sobre a venda de drogas dentro de escolas da Região Metropolitana é investigada pelo Departamento Estadual do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil. Drogadição e gravidez na adolescência também são preocupações das comunidades e estão na pauta das ações. 


Cursos e aplicativos

A Secretária da Saúde oferece curso de capacitação à distância para ajudar a comunidade escolar a entender e identificar os efeitos físicos das drogas e da depressão originados pelo ambiente. O projeto piloto inicia em setembro, inicialmente capacitando os orientadores educacionais das Cipaves localizadas nas 19 cidades com maiores índice de violência. O projeto Cipaves integra o programa de Promoção da Paz e Prevenção ao Uso Indevido de Drogas da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, que lança neste segundo semestre um aplicativo com informações de prevenção e serviços que envolvem a dependência química.


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