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Alagoas 13:41, 25 jun 2018 Plantio de Escola Estadual em Alagoas garante novas oportunidades sociais

Estudantes participam da colheita de milho na Escola Teotônio Vilela
Foto: José Demétrio

Projeto iniciado em 2016, numa parceria entre escola e o reeducando Adriano Noberto, já proporcionou várias colheitas

Texto de Manuella Nobre

“Planta em São José, colhe em São João”. A proposta de área de plantio desenvolvida pela Escola Estadual Teotônio Vilela, no Cepa, para garantir as tradições dos festejos juninos deu certo. Iniciado em 2016, graças a um convênio entre as secretarias de Estado da Educação (Seduc) e da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), o plantio é fruto de uma parceria entre escola e o reeducando Adriano Noberto dos Santos, e tem proporcionado variadas colheitas, do milho ao feijão,  da macaxeira à batata-doce.

Segundo Cássio Costa, gestor da unidade - que a partir deste ano passou a ofertar ensino integral para o nível fundamental - na safra 2018, iniciada na última terça-feira (19), a estimativa é colher 15 mãos de milho, além de batata-doce e feijão.


“Muito boa esta experiência de acompanhar o plantio, crescimento e colheita. A ideia surgiu após uma limpeza na área externa da escola com o auxílio dos reeducandos. Então, o Adriano, observando a qualidade do solo, nos fez a proposta, aprovada pelo Conselho Escolar. Tivemos bons resultados em 2016. Em 2017 foi menor, devido à reforma da escola, e este ano, voltamos a ter boa produção, com milho garantido para a nossa festa, no dia 21”, explica o gestor, referindo-se à festa junina da escola.

A melhor colheita

Além de milho, a parceria trouxe outras oportunidades. Ainda agradecido à acolhida da escola ao seu trabalho, Adriano Noberto viu ali, além de um novo rumo para si, um bom espaço para garantir educação ao seu filho, José Almir Analberto de Oliveira Santos, matriculado na escola em 2017 e hoje no 7º ano do fundamental.


“Valorizo a oportunidade que estou tendo de estar me inserindo na sociedade, no mercado de trabalho. Antes, trabalhava no campo, na cana-de-açúcar, e estou feliz de poder utilizar meus conhecimentos em prol da escola”, declara Adriano, orientando o filho a melhor forma de retirar as espigas.


Outras crianças foram convidadas pela direção a entrarem na colheita e a festa foi completa. “Nunca estudei numa escola assim não, que planta para comer. Que legal”, avalia Gabriela da Silva Santos Serafim, estudante do 8º ano, recém-chegada à unidade.


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