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Recursos 16:31, 10 set 2015 Secretaria orienta escolas paranaenses para uma boa gestão financeira

Em Piên, Colégio Estadual Frederico Guilherme Giese é um exemplo de boa gestão dos recursos financeiros.
Foto: Divulgação/SEED-PR

Uma das premissas da boa administração dos recursos públicos é priorizar como esse dinheiro será usado. A pesquisa de preços é o melhor caminho para comprar produtos de qualidade com o menor preço. “As 2,1 mil escolas estaduais do Paraná precisam aplicar esse tipo de gestão para administrar os recursos estaduais e federais, que mensalmente são depositados nas contas bancárias dos colégios”, afirma a secretária de Estado da Educação do Paraná, Ana Seres.

Somente de recursos estaduais, o Programa Fundo Rotativo já disponibilizou neste ano R$ 48,4 milhões para a compra de materiais de consumo e pequenos reparos nas escolas. Para garantir que o recurso seja bem utilizado, a lei que rege o Fundo Rotativo exige que sejam feitos, no mínimo, três orçamentos com empresas do ramo, antes que a escola compre algum produto ou contrate serviços.

“Com esse processo, a escola consegue fazer uma boa administração dos recursos públicos e, também, movimenta a economia local”, explica Manoel José Vicente, chefe da Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar, da Secretaria da Educação. “Sempre priorizamos que o recurso do Fundo Rotativo seja aplicado dentro da economia local, onde a escola está inserida, isso gera renda e emprego. É bom para escola e para toda a comunidade”, afirma Vicente.

BOM EXEMPLO - Em Piên, município de 11 mil habitantes, na Região Metropolitana de Curitiba, o Colégio Estadual Frederico Guilherme Giese é um exemplo de boa gestão dos recursos financeiros. O colégio tem mil alunos e recebe cotas mensais do Fundo Rotativo no valor de R$ 2,9 mil.

A direção designou uma funcionária do quadro administrativo para cuidar de todos os procedimentos que envolvem as questões financeiras da escola. Sua responsabilidade não é somente de montar a prestação de contas, mas, também, realizar pesquisas de preços junto às empresas, controlar a emissão correta das notas fiscais, lançar no sistema Gestão de Recursos Financeiros (GRF). Desde o ano passado, a escola mudou a forma como faz a administração dos recursos financeiros.

Quando o dinheiro do Fundo Rotativo chega é realizada uma reunião para definir as prioridades do que precisa ser comprado. Maria Danieli Vieira é a agente financeira responsável por ver o que está faltando e fazer os orçamentos. “Peço para cada setor uma lista de itens. Para o material de escritório, por exemplo, converso com as meninas da secretaria, da biblioteca e as pedagogas para saber do que os setores precisam e as especificações dos materiais. Faço a mesma coisa com material de limpeza e, então, providencio orçamentos”, explicou Maria Danieli.

O colégio optou por fazer a compra fracionada dos produtos. “Essa compra fracionada é por item. Por exemplo, eu compro sabão em pedra e sabão em pó em um mercado, papel higiênico e papel toalha em outro, compro pelo menor preço em cada lugar”, disse a agente financeira.

Maria Danieli explicou que a escola já recebeu propostas de orçamentos casados, todos os itens que a escola precisaria comprar, mas o valor sairia bem maior. “Em um dos casos a compra total sairia por R$ 2 mil, na compra fracionada consigo os mesmos itens por R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil, uma boa economia para a escola”, afirmou. Como a compra é a vista, alguns mercados oferecem descontos.

MAIS TEMPO - A diretora do colégio Frederico Guilherme Giese, Simone Wendrechovski, afirma que com uma pessoa atuando como agente financeiro ficou mais organizada a forma de administrar os recursos. “Se fosse para eu fazer essa função teria que deixar muitas outras coisas de lado. Principalmente o atendimento ao pedagógico, aos pais e alunos. Então, esse trabalho que estamos fazendo desde 2014 resultou melhoras em tudo”, explicou a diretora.

Os resultados positivos apareceram tanto na economia quanto na qualidade dos produtos comprados. “Antes, muitas vezes, a gente fechava somente com uma empresa e os produtos que chegavam não eram muito bons. O pessoal não gostava”, disse Simone. A Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) também é bem participativa e acompanha como é a gestão dos recursos no colégio.

BOA GESTÃO - Ângela Kubersky, responsável pela área de prestação de contas da Coordenadoria de Apoio Financeiro, explica que a compra fracionada é uma excelente maneira de as escolas conseguirem uma boa eficiência na gestão financeira. “Buscar os menores preços em cada comércio, com isso a escola economiza e terá produtos de qualidade. Também possibilita que várias empresas participem desse fornecimento”, afirma.

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