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Mato Grosso do Sul 08:56, 27 mar 2020 Iniciativa e criatividade: escolas da REE/MS criam canais para compartilhamento de conteúdo

Iniciativa e criatividade: escolas da REE/MS criam canais para compartilhamento de conteúdo

Em meio à suspensão das atividades presenciais, gestores escolares fazem uso de sites para disponibilizar conteúdo para os estudantes.

A suspensão das atividades presenciais nas escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul (REE/MS) passou a valer na última segunda-feira (23.03) e, desde então, cerca de 210 mil estudantes passaram a ficar em casa, seguindo as orientações de saúde como medida de prevenção contra a Covid-19. Com essa mudança na rotina – que já ocorre em todo o País – várias escolas da REE/MS encontraram formas de manter o contato com os alunos e passaram a utilizar sites para o compartilhamento dos conteúdos.

Um dos exemplos pode ser observado na EE Jorge Amado, localizada no município de Chapadão do Sul, distante cerca de 340 quilômetros da capital, Campo Grande. Por lá, a iniciativa foi do coordenador do programa Avanço do Jovem na Aprendizagem (AJA), professor Elton Luís Gomes, que buscou – na internet – ferramentas que possibilitassem a criação de um site (clique aqui e acesse).

“Já tínhamos em mente a montagem de um site com a organização das atividades que ficassem acessíveis para os estudantes, em casa. A primeira questão foi a internet e precisávamos saber se era possível. Passamos nas salas para saber se todos poderiam acessar. Com a resposta positiva dos estudantes, iniciamos a construção”, explicou Elton.

Com o objetivo inicial de atuar como um complemento para os estudos e publicação de material que servisse como apoio para os estudantes do programa AJA, o site se desenvolveu, passou a ser acessado com mais frequência e com o período de suspensão das aulas presenciais, pode ser utilizado como um caminho para o compartilhamento de apresentações inteiras, voltadas também para os estudantes do ensino regular.

A iniciativa é vista com entusiasmo pelo superintendente de Informação e Tecnologia da SED, Paulo Cezar Rodrigues. Além das ferramentas que a Secretaria disponibiliza, ele destaca que vários gestores estão com esse tipo de ação. “Muitas escolas estão explorando essas possibilidades. Observamos que a Rede Estadual criou uma série de recursos disponíveis na internet para que essas aulas remotas vinculantes – como são chamadas – acontecessem. Eles montaram portais, blogs e usaram ferramentas como o Google Classroom. São inúmeras formas”, disse.

Na EE Profª Maria de Lourdes Toledo Areias, localizada no Conjunto Rouxinóis, em Campo Grande, a direção teve a ideia de criar um verdadeiro portal de conteúdo, ainda em 2017. Mesmo com alguns períodos de maior e menor uso, o canal foi mantido e agora se tornou uma das principais ferramentas da escola para o contato com os estudantes, além das redes sociais já utilizadas.

“Nós criamos um portal que é a página da escola, compramos o domínio e aprendemos a utilizar os recursos para postarmos todas as atividades por lá. Agora, orientamos os pais e responsáveis, bem como os estudantes, para acessarem e utilizarem essa ferramenta também”, disse a diretora da escola, professora Adriana Belei.

O site, hospedado no endereço http://www.portalareias.com.br/, conta com campos para diversas turmas de todos os períodos, com fotos, página de artigos e colunas, materiais multimídia e notícias com orientações específicas para o período de suspensão das atividades presenciais, que seguirá – inicialmente – até o próximo dia 06 de abril.

A gestora destaca, ainda, que o retorno vindo dos estudantes – e até dos pais e responsáveis – foi acima do esperado e eles recebem manifestações positivas por caminhos já conhecidos para esse contato, como a página do Facebook da escola. “Recebi até a mensagem de uma mãe com a foto da filha fazendo as atividades que estavam no site, foi uma resposta muito bacana”, completou.

Outra alternativa foi adotada pela equipe da EE Joaquim Murtinho, também da Capital, responsável por atender quase 1.8 mil estudantes. Por lá, a ideia foi criar grupos com as turmas, por aplicativo de mensagens, para enviar as atividades e tirar dúvidas com os professores, além de compartilhar links com ferramentas disponibilizadas pela SED.

“Seguimos as orientações da Secretaria e criamos modelo único de ambiente para a escola, que todos os professores deveriam seguir. Utilizamos as sugestões de links para conteúdos e vídeo aulas que a SED disponibiliza. (...) Em reunião constante com a equipe, definimos o modelo e todos os professores elaboraram uma atividade por turma e enviaram para a coordenação que, por sua vez, criou um grupo de Whatsapp por turma para a participação de todos. Depois de recebidas e monitoradas, as atividades são disparadas nos grupos de cada sala”, relatou o diretor da escola, Cláudio Morinigo.

Com alternativas para diversos casos já nesta primeira semana de suspensão das atividades presenciais, o resultado foi sentido pela equipe de gestão e destacada com orgulho. “Conseguimos atingir praticamente todos os alunos com essas atividades. Alguns – que não possuem acesso à internet – estão fazendo manuscrito, sem perda nenhuma na forma de avaliação. Os professores estão tendo que preparar atividades diferentes do habitual e a reposta dos estudantes está sendo muito positiva. A percepção é de autonomia, de independência na resolução das atividades”, concluiu o diretor.


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