09:03, 2 jun 2017
Educação e Cultura

Estudantes Paraenses celebram obra de Bruno de Menezes na Feira do Livro

Foto: Portal Seduc

Alunos e alunas da Escola Estadual Dom Pedro I, do bairro de Val-de-Cans em Belém, participaram na quarta-feira(31/05), no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, de uma das etapas da Gincana Literária na XXI Feira Pan-Amazônica do Livro, promoção do Governo do Estado do Pará. A Gincana envolve escolas de unidades administrativas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e é coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), organizadora da Feira.

Desde março, os alunos do Ensino Médio estudaram a vida e obra do poeta e autor de “Batuque”, entre outras obras, celebrando a poesia e entrando no clima da Feira do Livro, que este ano festeja essa expressão artística e o poeta Mário Faustino. Como resultado do estudo, os jovens responderam perguntas sobre a temática estudada, apresentaram número de dança e  uma música composta por eles próprios, a partir da obra de Bruno de Menezes em homenagem ao autor.

Os trabalhos foram apresentados a um corpo de jurados no auditório Benedito Nunes. Independente do resultado final da Gincana, a ser divulgado nos próximos dias, os estudantes já tiveram como premiação a oportunidade de aprender sobre a obra de um dos maiores nomes das letras paraenses e conviver, inclusive, com familiares de Bruno. É o caso da filha do poeta, Lenora Menezes de Brito, de 81 anos de idade, e da bisneta de Bruno, Carolina Menezes, 26 anos, que faz mestrado em Letras sobre a obra do escritor.

Lenora e Carolina Menezes se juntaram aos 50 estudantes das escolas D. Pedro I e da Escola Almirante Guilhobel, ambas da Unidade Seduc na Escola 1 (USE 01), na torcida organizada pelo grupo de 15 alunos da D. Pedro I que participam da Gincana Literária. “Diante desse entusiasmo dos estudantes, eu fico emocionada e sei que o poeta estaria muito feliz aqui. Ele adorava a juventude, ele era um jovem de cabelos brancos”, destacou Lenora Menezes. Sobre a Feira do Livro, ela enfatizou: “A Feira é oportuna e indispensável. O secretário Paulo Chaves é um homem corajoso em realizar o evento”.

Ao lado da gestora da USE 01, Lucinete Albarado, e da coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Siebe), Arilene Piedade, a diretora da Escola D. Pedro I, Juliana Santana, pontuou que como parte da Gincana Literária, os estudantes pesquisaram sobre o autor, participaram de roda de conversa com o professor João Carlos Pereira e visitaram os familiares de Bruno de Menezes, no bairro da Cidade Velha. “A escola, como parte da Seduc, e em parceria com a Secult, viabiliza esse processo de formação aos estudantes, ou seja, insere a literatura no dia a dia desses jovens e valoriza o talento do escritor paraense”, observou Juliana Santana.


Cultural
Integrante do grupo de alunos da D. Pedro I, a estudante Ana Caroline de Mello da Silva, do 2º ano do Ensino Médio, declarou: “O que mais me chamou a atenção nele foi a etnografia, o interesse dele em pesquisar, aprender sobre as culturas, em especial a cultura afro-descendente, como a dança e as religiões”.

Bruno de Menezes nasceu em Belém em 21 de março de 1893. Ele cursou apenas o primário no Grupo Escolar José Veríssimo, mas ao trabalhar como aprendiz de encadernador teve contato maior com os livros, fato esse que colaborou para que ganhasse o gosto pela leitura e, depois, se tornasse poeta. “O Bruno criou a Academia do Peixe Frito, no Ver-o-Peso, onde se reunia com o povo, ele que frequentava os salões literários de Belém. A vida e obra dele nos mostra que o racismo não tem razão de ser. Todos nós somos afro-descendentes”, arrematou Ana Caroline.



Texto:Eduardo Rocha
Fotos: Rai Pontes
Ascom-Seduc


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