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Sergipe 10:16, 9 out 2019 Estudantes de escola do Alto Sertão Sergipano apresentarão projetos científicos em eventos nacionais e internacionais

Foto: Ascom Seduc SE

Localizado a mais de 190 km de Aracaju, no município de Canindé de São Francisco, o Colégio Estadual Dom Juvêncio de Britto se destaca na produção de pesquisas científicas de cunho ambiental

Os jovens cientistas do sertão sergipano estão em festa com o reconhecimento dos projetos de ciência e tecnologia. Após alcançarem resultados positivos na Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes de Sergipe (Cienart), edição 2019, a comunidade estudantil do Colégio Estadual Dom Juvêncio de Britto, unidade que oferta o Ensino Médio em Tempo Integral, localizado no município de Canindé de São Francisco, foi agraciada com mais dois prêmios e representará Sergipe em eventos científicos nos estados de São Paulo e Ceará, além da participação na Muestra Cientifica Latinoamericana, a acontecer em setembro de 2020, na cidade de Trujillo, Peru.

'Plastleite', produção de bioplástico a partir do soro do leite, e 'Black White: adaptando-se ao sertão', purificação de água de barreiro, utilizando cactáceas e o quiabo, foram os projetos que se destacaram na 5ª Mostra Científica de Inovação, Tecnologia e Engenharia da Escola (Mocite), realizada em 1° e 4 de outubro, no município de Arapiraca/AL, conquistando primeiro e segundo lugares na categoria Ciências Ambientais. Na primeira colocação, a pesquisa Plastleite ganhou o prêmio de Destaque de Incentivo à Pesquisa Científica da Associação Brasileira de Incentivo à Tecnologia e Ciência (Abritec).

Além disso, os projetos também ganharam credenciais para participar de outras feiras nacionais e internacionais, como a Feira de Iniciação Científica do Dante Aligeire (Fenadante), que acontecerá em setembro de 2020 na cidade de São Paulo; Mostra Científica do Carirí (Mocica), em agosto de 2020, em Juazeiro do Norte/CE; e Muestra Cientifica Latinoamericana, em setembro de 2020, na cidade Trujillo, Peru.

Eufóricos com o reconhecimento, os jovens protagonistas do Dom Juvêncio não esconderam a emoção ao serem agraciados com os prêmios. A aluna Maria Eduarda Inácio da Conceição, do 2º ano, destaca a importância da conquista e assegura que, juntamente com os colegas, pretende ampliar o campo de pesquisa sobre a produção de bioplástico a partir do soro do leite. “Para a gente fica o sentimento de gratidão. Esperamos que esse resultado seja motivo de inspiração para que os alunos participem mais de projetos desenvolvidos na nossa escola. A expectativa é buscar o aperfeiçoamento da experiência e fazer com que ela alcance o maior número de pessoas e, desta forma, continue almejando resultados positivos”, disse a estudante.

O estudante Éltony Teixeira Gomes, também do 2° ano, relata que essas premiações são de extrema relevância para a comunidade escolar. Para o jovem, apesar das limitações técnicas, “a pesquisa tem o intuito de proporcionar resultados benéficos à população, utilizando o saber acadêmico”, pontuou, referindo-se ao projeto Black White, que busca a purificação de água do barreiro, água considerada imprópria para atividades rotineiras, utilizando espécies típicas da região como agentes coagulantes.

De acordo com o professor de Biologia, Alex Alves Cordeiro, a participação em eventos científicos e, consequentemente, o reconhecimento pelos trabalhos desenvolvidos têm um peso significativo no desempenho escolar dos alunos. “Além de entrar nesse universo científico, eles conseguem perceber, na prática, que a Educação e o conhecimento que eles estão adquirindo na escola podem ser utilizados para resolver problemas do dia a dia”, enfatizou Alex, destacando que os estudantes estão mais motivados após as conquistas.

A professora de Química, Lark Soany Santos, afirma que com o reconhecimento, a responsabilidade de representar Sergipe aumenta, e nessa perspectiva, motiva mais os estudantes a se interessarem pelo universo científico e aperfeiçoar suas pesquisas. “A escola precisa ser um lugar de produção de ciência. Apesar dos percalços, acreditamos que estamos no caminho certo”, celebrou a orientadora do projeto Black White.

Cienart

Na Feira Científica de Sergipe, que aconteceu no dia 27 de agosto, o Colégio Estadual Dom Juvêncio de Britto também foi destaque. O projeto Plastileite conquistou o terceiro lugar na classificação geral do evento científico. Na categoria Palco, o projeto 'Peleja Sertaneja', foi agraciado com o primeiro lugar geral na Cienart. Conduzido pelos alunos, o espetáculo traz uma narrativa que faz uso da arte corporal e da musicalidade para contar a história do sertanejo que deixa o sertão em busca de melhores condições de trabalho.

Ao todo, foram apresentados 128 trabalhos, nas categorias Palco e Bancadas, dos quais foram premiados dois trabalhos de palco, 12 trabalhos de escolas públicas e dois trabalhos de escolas particulares.


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