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Alagoas 11:10, 27 fev 2018 Estudantes da rede estadual criam miniempresa de luminárias

Foto: Valdir Rocha

Graças à iniciativa, alunos da Escola Estadual Princesa Isabel, no Cepa, geram renda e ajudam instituição carente; ação faz parte do programa Junior Achievement Alagoas

Texto de Manuella Nobre

A mente de um jovem é um turbilhão de ideias, sonhos e projetos. E para se tornar realidade, estes sonhos precisam do apoio e da orientação corretas. Foi o que aconteceu com estudantes de ensino médio da Escola Estadual de Ensino Integral Princesa Isabel, no Cepa, que, graças à participação no programa Miniempresa Junior Achievement Alagoas (JAAL), descobriram seu potencial empreendedor e criaram uma miniempresa de luminárias de barbantes.

Associação educativa sem fins lucrativos, a Junior Achievement é uma ação mantida pela iniciativa privada e visa despertar o espírito empreendedor nos jovens ainda na escola, estimulando seu desenvolvimento pessoal e proporcionando-lhes conhecimento sobre o mundo dos negócios e mercado de trabalho. Em Alagoas, o projeto conta com o apoio do Sistema Pajuçara de Comunicação.

Dando exemplo de superação e empreendedorismo, os estudantes criaram a Fiolumine, empresa de luminárias de barbantes. Após quinze encontros semanais e um total de 53 horas de curso, o grupo foi uma das cinco turmas de 2017 que concluíram a formação no programa, ocorrida em uma cerimônia no auditório da Casa da Indústria no dia 21 deste mês.

A unidade era a única da rede estadual no evento e, na ocasião, houve a premiação para o aluno destaque Carlos Andre Viana Ferreira. Também participaram da formatura estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e do Sesi/Senai.

“Foi uma experiência fantástica! Nós nos unimos por meio do projeto. Adquiri muito conhecimento, mas ganhar esta premiação foi uma surpresa, pois todos contribuíram”, revela Carlos.

Início

A partir da ideia central do programa, que é preparar jovens para o mercado de trabalho com o espírito do empreendedorismo, por meio de vivências práticas, os estudantes da Princesa Isabel revelam as transformações e conquistas adquiridas com a iniciativa.

De acordo com os eles, o primeiro passo foi escolher o projeto. A escolha das luminárias se deu pelo baixo custo de produção e interesse pelo bom valor comercial. Utilizando barbante, cola, amido de milho, verniz e um bocal de lâmpada, produziram cerca de quarenta luminárias. Ainda tiveram oportunidade de expor em shoppings e na própria escola. Venderam bem e o valor arrecadado foi doado a uma instituição de idosos carentes.

“No começo tinha bastante gente, mas alguns foram desistindo. Para nós, que ficamos, receber esse certificado foi uma sensação muito boa, sentimento de dever cumprido”, confidencia Janailson Melo.

“Tivemos toda a orientação das equipes do programa, mostrando como funciona um negócio: planejamento, produção, marketing. Eu me envolvi com o marketing e isso ajudou a definir a carreira que pretendo seguir”, afirma João Vitor Vieira da Silva. “Eu fiquei na produção, gosto de colocar a mão na massa, de criar”, complementa sua colega Vanyelle Ingrid Pereira da Silva.

“Assim, como todas as empresas, tivemos problemas e coisas boas, mas, no final, deu tudo certo”, avalia Dayane Maria do Nascimento Melo. “A união com as pessoas, a amizade e o companheirismo foram o ponto principal para mim; um ajudando o outro a não desistir”, pontua Jamile Luiza Silva dos Santos.

Maturidade

Os desafios e experiências vivenciados pelos estudantes trouxeram ganhos ainda mais importantes para o desenvolvimento pessoal dos alunos. É o que afirma a diretora-geral da Princesa Isabel, Sônia Suely Araújo Ferreira.

“A mudança na postura e comportamento, a maturidade apresentadas por eles durante e após o projeto são visíveis. São aplicados e responsáveis. Em nossa escola, somos uma família, e o nosso papel foi apoiar. Um dos exemplos desta transformação foi o Carlos, que acabou sendo reconhecido como destaque no programa”, afirma Sônia.

E após tantas boas experiências e resultados, o grupo já está amadurecendo a ideia de continuar com a produção, agora com outros planos. “A gente pensa em dar continuidade ao projeto, agora pensando em reverter os recursos para nossa formatura, no final do ano”, afirma Daysa Marina Vitorino da Silva.

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