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Pernambuco 15:57, 5 abr 2018 Estudantes da EREM Professor Jordão Emerenciano realizam projeto que mede massa corpóera

Foto: Pedro Menezes/SEE-PE Foto: Pedro Menezes/SEE-PE Foto: Pedro Menezes/SEE-PE Foto: Pedro Menezes/SEE-PE
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A ação envolveu, aproximadamente, 250 estudantes

Você sabia que nos últimos 40 anos a obesidade em crianças e adolescentes aumentou oito vezes? Pesquisadores liderados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a tendência é piorar. Estatísticas* apontam que, em 2022, haverá mais pessoas entre cinco e 19 anos obesas que com peso abaixo do ideal. Foi pensando nessa realidade que, aproximadamente, 250 estudantes da Escola de referência em Ensino Médio (EREM) Professor Jordão Emerenciano desenvolveram um trabalho de medição do Índice de Massa Corpórea (IMC), que foi apresentado na escola, na tarde desta quarta-feira (04).

O projeto realizado pelos estudantes dos terceiros anos recebeu o apoio da professora de Educação Física, Edivânia Costa, e possibilitou a realização de um trabalho de prevenção e conscientização com os estudantes dos primeiros anos. Realizado na escola há alguns anos, a ação é uma forma de receber os estudantes que estão chegando à escola para mostrar a importância de uma alimentação saudável, para que eles tenham maior qualidade de vida e, consequentemente, melhor rendimento na jornada do Ensino Médio que estarão iniciando.

Na atividade, os estudantes ministraram palestras sobre atividade física, obesidade, suas causas e consequências e nutrição. “A palestra foi desenvolvida para conscientizar os alunos que não precisa ficar mais velho para entender que é preciso cuidar do corpo”, declara Edivânia. Em salas paralelas, estudantes realizavam medições de altura, peso, medição de relação cintura quadril (RCQ) e ao IMC, e calculavam também os resultados e a relatora informava ao estudante sua situação referente ao seu peso.

O estudante do 1º ano que estava sendo avaliado, Tiago Pereira, disse que a ação foi muito oportuna. “É muito bom ter um momento como esse aqui na escola e poder ter conhecimento sobre a minha saúde sem precisar daqui. Além disso, temos informações importantes para evitar algum problema de saúde mais na frente”, pontua. Já Rute Laís, estudante do 3º ano, relatora no projeto, estava empolgada com a aceitação dos colegas. “Vimos muitos estudantes se alimentando de maneira irregular e isso não é bom. Então, poder passar essa orientação aos nossos colegas é de extrema importância”, diz.

Durante o projeto, todos os estudantes avaliados receberam uma pulseira de identificação dos seus casos: acima do peso, peso normal ou abaixo do peso ideal, além de uma cartilha com informações para uma alimentação saudável. “A escola não traz apenas conhecimento de leitura, é preciso informar aos jovens os riscos que eles correm ao comer bobagens na rua e ao não se alimentar corretamente e nas horas certas. Então, é necessário também que essas orientações venham através da escola”, conclui a professora.

*O estudo foi publicado no The Lancet, ano passado, em antecipação ao Dia Mundial da Obesidade (11 de outubro)


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