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Mestrado e Doutorado 16:42, 24 ago 2015 Em quatro anos, 823 mestrados e doutorados

Em quatro anos a Secretaria de Estado da Educação liberou o afastamento de 823 professores para cursar mestrado ou doutorado.
Foto: Hedeson Alves/SEED-PR

Em quatro anos a Secretaria de Estado da Educação do Paraná liberou o afastamento de 823 professores para cursar mestrado ou doutorado, sem a perda de salários. A prática vem sendo adotada desde 2012, quando foi criado um edital anual que possibilita aos professores solicitar a liberação de suas funções para cursar a pós-graduação Stricto sensu (mestrado ou doutorado) e continuar a receber seus vencimentos sem nenhum ônus.

Em 2012 foram liberados 315 professores. No ano seguinte, 112. E em 2014 foram 203. Neste ano, 193. Antes de 2012, quando o professor pedia afastamento para cursar mestrado ou doutorado, ele parava de receber salários. Precisava de uma licença não remunerada.

Além dos afastamentos remunerados, em quatro anos também aumentou a oferta no número de vagas do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). A nova turma será iniciada em 2016.

Desde 2012, o programa ofertou 2 mil vagas a cada edição. Porém, os professores com titulação de mestrado ou doutorado, classificados para cursar o PDE dentro do número de vagas ofertadas a cada ano, puderam optar por ascender ao nível III da carreira com aproveitamento de 100% de sua titulação, o que não acontecia nas edições anteriores do PDE.

Em função desta nova regra, foram abertas mais vagas, além das 2.000 anuais. As vagas que eram destinadas aos professores que aproveitaram a titulação puderam ser reaproveitadas por outros docentes classificados na sequência nos respectivos editais. Foram criadas mais 149 vagas em 2012, 88 em 2013 e 77 em 2014, totalizando 314 vagas a mais no PDE em três anos. A Coordenação de Articulação Acadêmica estima que, no ano de 2015, um número entre 80 e 130 professores titulados, classificados para cursar o PDE no início do ano letivo de 2016, solicitarão aproveitamento de titulação Stricto sensu.

“Na medida do possível, conforme as universidades puderem absorver, mais professores poderão fazer o mestrado. Além do crescimento na carreira com a titulação, há o importante ganho pedagógico para nossos alunos”, ressalta a secretária de Estado da Educação, Ana Seres.

O PDE é uma política inovadora de formação e valorização que possibilita ao professor o afastamento de 100% da função docente no primeiro ano do programa e de 25% no segundo ano, para estudos e elaboração de produções nas universidades. O objetivo é colaborar para a melhoria da prática pedagógica nas escolas públicas e para direcionar o trabalho das universidades.

REFORMULAÇÃO E MELHORIAS - No dia 3 de agosto, representantes das secretarias de Estado da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de instituições de ensino superior do Paraná fizeram um ciclo de debates sobre o Programa de Desenvolvimento Educacional. Eles integram o grupo criado para reavaliar e reformular o PDE, que completou nove anos de existência e é o principal programa de formação continuada da rede estadual de ensino. Entre os temas debatidos na reunião estavam melhorias pedagógicas, a relação do professor que faz o PDE com as instituições de ensino superior, com a escola onde trabalha e a relação entre o professor do programa e seus colegas.

EDITAL - Na edição de terça-feira (18), do Diário Oficial do Estado, foi publicado o edital que estabelece as normas para a convocação dos professores da Rede Pública Estadual do Paraná para participar do PDE. As normas de convocação são destinadas aos professores que participaram do Edital nº 92/2014 - GS SEED, classificados dentro do número de vagas.

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