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Integração social 16:43, 6 out 2016 Educadores sociais fazem ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia

Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia Educador social faz a ponte entre alunos indígenas e não indígenas em escola de Tocantínia
Foto: Adilvan Nogueira / Seduc Tocantins

O Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio, localizado em Tocantínia, desenvolve um trabalho diferenciado para atender de forma intercultural os alunos indígenas, que corresponde 50% do total de 3

Josélia de Lima / Governo do Tocantins

O Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio, localizado em Tocantínia, desenvolve um trabalho diferenciado para atender de forma intercultural os alunos indígenas, que corresponde 50% do total de 330 alunos.

Para auxiliar na integração dos indígenas, a escola conta com um educador social, Armando Sõpré Xerente. Na sua tarefa de cada dia, ele conversa com os alunos, acompanha o desenvolvimento intelectual, auxilia na resolução de conflitos e ajuda nas atividades de integração. Armando Xerente também conhece as famílias dos alunos.

A maioria dos estudantes indígenas são provenientes das Aldeias Salto, Porteira e Funil, e são atendidos pelo transporte escolar. Uma das tarefas de Armando é acompanhar esses alunos desde o momento em que eles entram no coletivo para irem à escola, até o retorno. O educador social é graduado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), no curso de Educação Intercultural de Ciências da Linguagem.

“Minha ferramenta de trabalho é o diálogo, quando o aluno falta procuro saber o motivo e se está passando por algum problema, converso com a família. O meu trabalho consta na filosofia de integração entre alunos indígenas e não indígenas”, frisou Armando Sõpré.

Como a instituição de ensino trabalha em regime integral, além das atividades básicas, os educadores desenvolvem várias ações e projetos interculturais. A professora Patrícia Amorim é responsável pelo grupo de dança e pelo estudo dirigido. “Temos um grupo de dança Cefya, que representa a escola, já apresentamos em eventos como o Festejo de Santa Terezinha. Nesse espaço de dança, trocamos informações culturais”, explicou Patrícia. A escola se destaca na região com as atividades da fanfarra e esportivas.

A gestora escolar Rosimar Neres de Sousa Oliveira contou que a presença do educador social é fundamental para auxiliar os educadores no momento dos desafios e ajudar na integração dos alunos.

O estudante Dione Xerente, 15 anos, aluno do 9º ano do ensino fundamental, disse que quando começou a estudar no Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio sentia muita timidez. Era um ambiente diferente da escola da aldeia. Com o passar do tempo, ele começou a participar da dança e da equipe de futebol. “Hoje me sinto integrado. Estudo pensando em ter um futuro melhor. Desejo me formar em Medicina para ajudar as pessoas”, comentou.

Vitória Pereira Gomes, 14 anos, também aluna do 9º ano, esclareceu que é apaixonada pela escola em que estuda. “Aqui gosto de tudo. Percebemos que os professores cuidam de nós, se preocupam com as nossas decisões. Agora estou me preparando para o processo seletivo do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e estou recebendo o apoio de todos. Outra coisa importante são as dinâmicas que os professores promovem”, destacou.

O Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio funciona por meio de uma parceria entre a Fundação Fé e Alegria (Movimento de Educação Popular Integral e Promoção Social) e a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc).

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