15:22, 22 jul 2016
Santa Catarina

Educadores de SC participam da nova política de educação proposta pela BNCC

Foto: Osvaldo Nocetti

O Seminário Estadual da BNCC produziu um relatório com as sugestões dos educadores catarinenses para serem incorporadas ao texto que será entregue ao MEC

A Secretaria de Estado da Educação e União dos Dirigentes Municipais de Educação de Santa Catarina (Undime/SC) encerraram nesta quarta–feira, 20, na Alesc, o Seminário Estadual da BNCC. No encontro, os relatores da Base apresentaram sugestões que comporão o relatório a ser enviado ao MEC, assim como farão os demais estados e o Distrito Federal.

O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, presente durante o encerramento, ressaltou o importante papel da BNCC diretamente na sala de aula. “A base vai favorecer no casamento das disciplinas, e irá elevar a diminuição de rupturas do ensino brasileiro”, destacou.

Uma das coordenadoras do Comitê Estadual de Mobilização da BNCC, Julia Siqueira, explica que os direitos de aprendizagem políticos, éticos e estéticos norteiam o documento. “Os educadores de todo o País estão definindo o que é essencial, o que os estudantes devem aprender ao longo da educação básica”, afirmou.  

Julia explica ainda que o texto preliminar prevê os eixos gerais de formação, da educação infantil ao ensino médio. “O documento também define os objetivos de aprendizagem por cada componente curricular (disciplinas) e por etapas de desenvolvimento das crianças na educação infantil”, ressaltou.

O representante dos alunos, Breno Alves de Aguiar, do IEE, disse que esses dois dias de discussões foram muito importantes para os estudantes. “Fomos ouvidos nos debates’, declara. Além da experiência pessoal, destaca que o resultado desse trabalho terá reflexos  para as gerações vindouras. Cita alguns temas que deverão ser incluídos no currículo, como a discussão de gênero nas escolas, a iniciação científica e introdução acadêmica, além de informações sobre o acesso às universidades. 

De acordo com o presidente da Undime/SC, Plauto Mendes, tanto para o Consed, quanto para a Undime, a Base vai possibilitar e garantir a equidade no ensino no Brasil. “Currículos diferentes impactam a uniformização do ensino e é ponto comum entre os educadores que a base vai direcionar a formação do ensino sem tirar a autonomia do professor e dando espaço às especificidades regionais”, enfatizou. A coordenadora da Undime, Mareni de Fátima da Silva, também destacou a importância da discussão envolver todas as redes de ensino.

 A vice-reitora da Univali e uma das especialistas da BNCC, Cásia Ferri, reforçou a garantia dos direitos e objetivos de aprendizagem propostos no documento. Para a secretária Municipal de Educação de Blumenau, Patrícia Lueders, a preocupação dos professores da educação infantil é de que essa modalidade de ensino não seja uma antecipação do ensino fundamental, para que cada criança possa viver uma infância digna em cada faixa etária.

Segundo o professor Sérgio Riboli, da Escola Municipal Serona Soprana, de Chapecó, é essencial que Santa Catarina não faça distinção entre redes de ensino. ‘É importante que a Undime e o Consed criem diretrizes comuns, pois isso aproxima o diálogo dos professores”, esclareceu.

Da mesma opinião, a secretária Municipal de Educação de Brusque, Gleusa Fischer, explicou que não se pode perder de vista que é no município que se dá a vida da criança. Ressalta que da análise do documento, os objetivos de aprendizagem saem do foco leitura, escrita e matemática para o aluno como um todo, em seu contexto social e emocional. “Sair do modelo “caixinha” ainda é um sonho dos professores, mas a ideia é pensar na formação do sujeito como um todo”, afirma. “Agora o documento saiu das mãos dos especialistas e foi para a Base, após todas essas discussões”, concluiu.

Durante o encerramento, especialistas e relatores apresentaram a síntese das propostas para cada etapa de ensino: educação infantil, educação fundamental e ensino médio, além da análise de textos introdutórios do documento.

Ao final do encontro os relatores apresentaram a síntese das propostas para cada etapa de ensino: educação infantil, educação fundamental e ensino médio, além da análise de textos introdutórios do documento. “A avaliação dessa terceira versão pelo MEC começará após os seminários estaduais. Em seguida, o texto final segue para análise e aprovação no CNE, que poderá determinar prazo de revisão e atualização da BNCC”, informa a coordenadora do Comitê Gestor, Júlia Siqueira

Plano Nacional de Educação

A realização de seminários estaduais atende ao determinado no Plano Nacional de Educação (PNE/Lei 13.005/2014), que estabelece a necessidade de uma base comum curricular para todas as etapas da educação básica no Brasil. Ainda, de acordo com a legislação, a União, os estados, o DF e os municípios são os responsáveis pela sua implementação.

Compartilhar

Outras Notícias