NOTÍCIAS

Dia dos Pais 09:57, 16 ago 2017 Dia dos Pais reforça presença na educação dos filhos paraenses

"Procuramos preparar os nossos filhos para o mundo falando sobre todos os assuntos que devem ser discutidos, além de dividirmos bem as tarefas de casa”, diz  Márcio Santos, Pai de Gustavo, 8 anos. “Depois do trabalho eu a ajudo nas tarefas escolares, leio para ela..., faço tudo que um pai deve fazer para estar presente...",  diz Ismael Batista, pai da pequena Jeane, de seis anos. Márcio Santos, pai de Gustavo, 8 anos, aluno da Escola Carlos Guimarães.
Foto: Portal Seduc

Em tempos de Rodrigo Hilbert, ator que tem conquistado o coração das mulheres por dividir as tarefas do lar e da educação dos filhos com a mulher - a apresentadora Fernanda Lima - o Dia dos Pais deixa de ser apenas o segundo domingo de agosto, afinal todos os dias do ano são do pai que faz questão de estar presente na educação dos filhos.

O papel de “pai presente” pode ser observado em várias situações e lugares, como na movimentação diária à porta das escolas. Na E. E. E. F Carlos Guimarães, no bairro da Marambaia, em Belém, essa é uma cena bem comum. Ismael Batista, 28, autônomo, pedala desde o bairro da Jaderlândia, todos os dias para levar a filha Jeane, de seis anos, à aula. A mãe deixou a menina aos cuidados dele, ainda recém-nascida. Ismael teve que assumir a dupla função de ser pai e mãe, dedicando-se totalmente à menina: “Depois do trabalho eu a ajudo nas tarefas escolares, leio para ela, cuido das roupas; faço tudo que um pai deve fazer para estar presente, pois eu acredito que essa educação vai torná-la uma adulta capaz de conduzir com retidão sua vida”, disse.

 A Escola Carlos Guimarães tem 380 alunos do 1º ao 5º ano, matriculados em tempo integral: os estudantes entram às 7h30 e saem às 17h. Os alunos têm aulas de informática, inglês, sessões de cinema, atividades físicas e ainda judam a cuidar da horta. São oferecidas três refeições aos alunos: almoço, lanche da manhã e da tarde. À porta, Jeane fez questão de continuar abraçada ao pai até a hora de entrar para a aula. E repete que o ama muito. 

O agente prisional Márcio Santos, pai de Gustavo, 8 anos, aluno da Escola Carlos Guimarães, admite que as tarefas da escola ficam exclusivamente com a mãe. Eles são pais de Jéssica, 13 anos, mas dividem as demais tarefas e responsabilidades. “No meu tempo de estudante, o pai orientava os meninos e as mães, as meninas; mas hoje, na minha casa, sentamos os quatro e, juntos, orientamos nossos filhos. Procuramos prepará-los para o mundo falando sobre todos os assuntos que devem ser discutidos, além de dividirmos bem as tarefas da casa”, disse.

Pai mais presente

Na era Rodrigo Hilbert, ter talento para a cozinha não torna um pai menos homem. E ele ainda pode entender de carpintaria, metalurgia e até um pouco de engenharia, para construir uma casa na árvore para os filhos. Esse perfil de pai é uma característica da sociedade contemporânea. A psicóloga Vera Reis diz que o pai está abandonando a participação fria e distante da educação do filhos, como era tempos atrás. Hoje ele divide as responsabilidades do lar, cuida dos filho, auxilia nas tarefas, prepara refeições e interage nas brincadeiras. Em tudo ele demonstra afeto. “Essa participação ativa do pai na vida do filho é essencial para que a criança construa uma referência positiva sobre si mesma, os outros e o mundo. É a partir da interação com o pai que a criança começa a descobrir a relação com as demais pessoas e a desenvolver segurança para explorar este mundo”, observa.

A psicóloga detalha que quando os papéis de mãe e pai são bem divididos os efeitos são altamente benéficos para o desenvolvimento cognitivo (processo de conhecimento e raciocínio), afetivo e social da criança. Entretanto, quando há ausência emocional e negligência educacional tanto da figura paterna quanto da materna, a sensação de não ser amado e desejado se instala, podendo levar a grandes prejuízos emocionais e interpessoais quando não tratados.

E aconselha: “O pai precisa participar ativamente do desenvolvimento dos filhos; ele não deve ter uma postura permissiva demais, sem conseguir dizer 'não', cedendo ou aceitando os erros para evitar conflitos, e, principalmente, não deve ser indiferente - aquele que nunca tem tempo para participar do dia a dia da criação dos filhos e da rotina da casa. Inversamente, não deve ter postura autoritária, sem interagir emocionalmente com os filhos, sem dialogar”, observa.


Texto: Kátia Aguiar (Ascom Seduc)

Fotos: Fernando Nobre (Ascom Seduc)


Tags: Pará PA Dia dos Pais EducaçãodeQualidade