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BNCC 18:08, 4 abr 2018 “Dia D” mobiliza professores para discutir BNCC da Educação Infantil e Ensino Fundamental

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Ação reuniu pais, professores e coordenadores pedagógicos para aprofundar seus conhecimentos sobre o documento

A comunidade escolar do Estado de Pernambuco participa, nesta quarta-feira (4), da discussão sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que contempla a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. A fim de aprofundar seus conhecimentos sobre o documento, contextualizar e complementar o acordo com o currículo estadual, o “Dia D” reuniu pais, professores e coordenadores pedagógicos das redes estadual e municipal para entender as mudanças que ocorrerão na Base. A mobilização organizada pela Secretaria de Educação em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação de Pernambuco (Undime-PE) reúne cerca de 7.900 escolas – 481 da Rede Estadual – e mais de 10 mil professores para participar do debate. A BNCC foi homologada pela Portaria MEC nº 1.570, em 20 de dezembro de 2017. 

Nesta primeira fase, as análises e contribuições ocorrerão em âmbito escolar. As demais se constituirão de seminários regionais e estadual, com diferentes representatividades, que acontecerão posteriormente. Na ocasião, os profissionais da educação participaram de vários momentos de estudo da versão homologada da BNCC com os profissionais da escola, tendo em vista gerar engajamento no processo de elaboração e revisão do currículo local, além de garantir a participação de todos. Estudo da introdução e estrutura da BNCC; Leitura das concepções gerais; Análise e discussão das concepções e Análise dos objetos de aprendizagem e desenvolvimento e das habilidades foram os assuntos discutidos no encontro.

Uma das grandes novidades é a inclusão do letramento digital que dá ênfase ao trabalho com gêneros da esfera digital. O novo elemento procura contemplar a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia. A contrapartida fará com que as escolas contemplem de forma crítica essas novas práticas de linguagem e produções, não só na perspectiva de atender às muitas demandas sociais que convergem para um uso qualificado e ético necessário para o mundo do trabalho, para estudar, para a vida cotidiana, mas também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos.

Para a professora de língua portuguesa Jane Cabral, da Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no Recife, a modernização da BNCC só veio para melhorar a forma de ensino. Para ela, os professores terão mais autonomia para aplicar as disciplinas dentro da sala de aula. “Essa mudança só veio para melhorar. Agora não vamos mais ter um elemento fixo para trabalhar. Uma coisa que eu achei bem interessante foi que nós vamos poder ajudar mais aqueles estudantes introvertidos e poder incentivar ainda mais o protagonismo, além da inclusão do letramento digital na grade curricular que vai deixar as aulas mais dinâmicas e mais interessantes”, expõe. 

Nesse sentido, diferentes ações ocorrerão a fim de que a Base, de fato, seja vivenciada em sala de aula com o escopo de prover a equidade e a qualidade dos sistemas educacionais. “Será uma mudança muito significante, pois haverá uma transformação em que nós vamos poder trabalhar o cotidiano e a pesquisa, que estão atrelados. Então, é uma mudança radical em relação ao que é ensinado hoje, estímulo e resposta. Você tem aí uma mudança de abordagem sociointeracionista em que o estudante vai pensar sobre um problema, elaborar questões de resolução, tentar criar e inventar soluções para esse problema” pontua a professora de língua portuguesa e literatura Ana Acioly, da Escola Estadual Governador Carlos de Lima Cavalcanti, localizada no Recife.

De acordo com a secretária executiva de Desenvolvimento da Educação, Ana Selva, que é coordenadora estadual da BNCC em Pernambuco, o “Dia D” em Pernambuco avança bastante na sua mobilização na construção de um currículo que esteja voltado para a formação cidadã dos pernambucanos. “Nessa direção, tanto as escolas estaduais quanto as municipais puderam, hoje, se reunir para fazer uma discussão da BNCC, mas, além disso, já dar contribuições para que a gente possa ter a construção do currículo de Pernambuco”.

Ela comentou que os professores estão debruçados sobre as habilidades, pensando em como contextualizar, complementar e ampliar de forma que possa estar, de fato, construindo um currículo que é de Pernambuco. “Foi um dia de grande mobilização de pais, de estudantes, de professores, de coordenadores pedagógicos em todas as regiões do Estado. Foi ampla a participação e a gente acredita que este dia ele é um marco, mas ele não encerra todo trabalho de construção curricular neste momento, que é de participação das escolas. Ainda teremos outros momentos de discussões para as escolas puderem fazer as suas contribuições que serão consolidadas nos municípios e nas Gerências Regionais de Educação (GRE)”.


Fotos: Pedro Menezes/SEE-PE

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