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Escola Militar 15:58, 26 fev 2018 Civismo marca aula inaugural da Escola Risalva Freitas do Amaral

Civismo marca aula inaugural da Escola Risalva Freitas do Amaral

Por Paula Monteiro


A aula inaugural da Escola Estadual Risalva Freitas do Amaral, localizada no bairro Pantanal, foi marcada com civismo e orgulho, nesta sexta-feira, 23. Para o início do ano letivo 2018, os estudantes se organizaram em tropas, cantaram o Hino Nacional Brasileiro e do Amapá e, fizeram o juramento de seu compromisso com os estudos perante a comunidade, o governador Waldez Góes e demais autoridades presentes. As aulas iniciam na próxima segunda-feira, 26.

A escola conta com 906 alunos matriculados e atende moradores dos bairros Pantanal, Renascer, São Lázaro e outros da zona norte de Macapá. É o segundo ano consecutivo que o colégio funciona com gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP). O modelo de ensino propõe ações pedagógicas militares, que abordam assuntos relacionados à ética e cidadania, além das matérias da base comum.

O modelo de ensino ganhou a aprovação da sociedade. É o caso da professora Ocilene Castro, 41 anos, que é mãe de uma estudante da Risalva. Além de aprovar a gestão compartilhada, ela acompanha a evolução da filha nos estudos. “A minha filha aprendeu que é preciso obedecer às regras e padrões com responsabilidade e respeito ao próximo. Espero que ela conclua o ensino médio aqui”, testemunhou.

A estudante Erica Castro, 13 anos, vai iniciar o 9º do ensino fundamental já pensando no futuro: quer ser bombeira militar. “Eu já tinha esse sonho. E estudar na Risalva só reforçou essa vontade. Admiro muito essa profissão e já estou me preparando para alcançar esse objetivo”, evidenciou.

Maria Eduarda Silva, 15 anos, também vai estudar pela primeira vez na instituição e ficou satisfeita com o que a espera nesse ‘universo’ que, para ela, é novo. “É tudo muito organizado, horários regrados, temos a segurança de deixar o nosso material na sala de aula sem preocupação, não presenciamos atos de vandalismo, de desordem. Sei que precisarei me acostumar, pois a metodologia é nova para mim, mas as expectativas são as melhores possíveis”, estimou.

A caloura percebeu a metodologia, durante a Semana de Adaptação e Aprendizagem em que os novos alunos puderam conhecer as regras da escola, funcionamento, respeito à hierarquia, cidadania, horários e outras normas. Eles também participaram de oficinas sobre primeiros socorros, combate a incêndio e rapel.

A Semana de Adaptação e Aprendizagem terminou com um divertido banho de mangueira da viatura de combate a incêndio, denominado “batismo”. O estudante Bosco Vitor dos Santos, 10 anos, aprovou a programação e está ansioso para começar a estudar no estabelecimento de ensino. “Eu achei muito legal aprender sobre rapel e espero que a escola me torne um aluno melhor”, afirmou.

Gestão compartilhada

Além da Risalva, a Escola Estadual Antônio Messias, no bairro Zerão, zona sul de Macapá, também funciona com gestão compartilhada, mas com a Polícia Militar (PM/AP). As duas instituições foram as mais requisitadas no período de matrículas online, em 2018. Em 30 minutos de sistema aberto, as vagas foram esgotadas, rapidamente, apontando o sucesso da iniciativa.

Este ano, mais uma escola de gestão compartilhada militar será implantada no Estado. Dessa vez, será a Escola Estadual Afonso Arinos, localizada na área portuária do município de Santana, que contará com a PM/AP e Seed, divindo a gestão. As aulas estão previstas para iniciar no dia 5 de março, com 732 estudantes matriculados. “Dialogamos com a comunidade e a opinião de cada um foi unânime pela implantação do modelo naquela escola. Isso nos deixou muito felizes, pois transparece a confiança da sociedade nesse trabalho”, relatou o governador Waldez Góes.

Para o chefe do Executivo Estadual, esse modelo mostra excelentes resultados, já alcançados através da disciplina, do cuidado com o patrimônio público e do comportamento dos estudantes.

A secretária de Educação, Goreth Sousa, discursou sobre os desafios existentes na educação amapaense e fez referência à escola Risalva como modelo de ensino e da transformação positiva. “É uma escola que cuida e respeita o próprio ambiente com a participação de todos no desenvolvimento da formação escolar. Se todas as escolas fossem assim, teríamos outra realidade”, elogiou.


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