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Educação Bilíngue 10:43, 7 mar 2018 Aulas de ciências e matemática serão lecionadas em francês em escola do Macapaba

Aulas de ciências e matemática serão lecionadas em francês em escola do Macapaba

Aulas serão trabalhadas com alunos do 1º ano do ensino fundamental. Eles formarão as primeiras turmas de classes bilíngues da rede pública do Estado.

Por Caroline Mesquita

Pela primeira vez na história da educação amapaense, estudantes vão aprender disciplinas da grade curricular na língua francesa: ciências e matemática. São alunos da Escola Estadual Profª Marly Maria e Souza da Silva, a primeira do Conjunto Habitacional Macapaba, construída e entregue pela atual gestão. A entrega ocorreu nesta terça-feira, 6, com a presença dos estudantes e moradores do conjunto, que prestigiaram a cerimônia com autoridades brasileiras e francesas.

O governador Waldez Góes destacou que a escola de classe bilíngue marca um futuro melhor para as crianças amapaenses. “É a primeira escola da rede estadual do Amapá a ofertar classes bilíngues, a quarta com esse formato no Brasil. A oportunidade de aprender uma nova língua, conhecer uma cultura diferente, será um diferencial na vida desses estudantes”, destacou.

Benefícios

Colocar o filho para estudar em uma escola equipada, perto de casa, com ambiente novo, acolhedor e, que, ofertará uma educação bilíngue, certamente, é o desejo de vários pais. É o caso do técnico em patologia clínica, Jackson dos Santos, que foi conhecer a escola onde a filha mais velha vai estar em 2018, no conjunto Macapaba.

Jackson acredita que o ensino bilíngue possibilitará mais oportunidade aos alunos, tanto em emprego, quanto em qualificação. “É preciso pensar no futuro. Aprender uma língua estrangeira desde criança só vai melhorar o currículo dos alunos. É uma oportunidade que eu não tive e que a minha filha vai ter”, considerou.

Ter uma escola próxima ao lugar onde mora facilita bastante a rotina de pais ou responsáveis. Para a doméstica Maria Neuraci dos Santos Melo, avó de alunos matriculados na escola Marly Maria, não ter que deslocá-los para outros bairros, vai ajudar na hora de levar e buscar as crianças, além de poder acompanhar melhor o desenvolvimento escolar deles.

“Não preciso mais levar meus netos para estudar em outro bairro, agora eles estão perto de casa. Não precisa de ônibus, não precisa de condução, a qualquer momento eu posso estar aqui”, frisou Maria Neuraci.

A servente Jucilei Figueiredo foi conferir todos os espaços em que seu filho vai estudar e ficou muito contente com a organização e infraestrutura oferecidas na Escola Marly Maria. “É muito bom ver essa escola inaugurada e tão bonita. Torço para que os alunos saibam preservá-la. As salas são climatizadas, há laboratórios de informática, biblioteca, tudo novo. Isso é bom para os alunos”, notou.

O contato com a língua francesa na escola ajudará a filha do pedreiro Carmelino Siqueira, a não desaprender o idioma. Matriculada no 3º ano, Graziela nasceu em Cayenne, na Guiana Francesa, e viveu um bom tempo com parentes no território francês. “Mesmo não fazendo parte das classes bilíngues, ela vai ter contato direto com os professores que falam francês. Então, eles podem ajudá-la a continuar praticando o idioma. Ter conhecimento em outra língua é um diferencial para qualquer pessoa. Por isso, faço questão que ela continue praticando o francês”, almejou o pai.

Classe bilíngue

A escola com classe bilíngue é uma parceria do Governo do Amapá com a Embaixada da França no Brasil. A Escola Estadual Profª Marly Maria e Souza da Silva possui 900 estudantes matriculados, do 1ºano ao 5º ano do ensino fundamental, nos turnos da manhã e da tarde.

Entretanto, esse formato será trabalhado, inicialmente, com 200 estudantes, do 1º ano. Além de estudar as disciplinas de ciências e matemática em língua francesa, eles terão aulas de francês, duas vezes, na semana. O modelo será expandido gradativamente para as outras classes da instituição.


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