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Rio Grande do Norte 13:26, 10 out 2019 Alunos realizam performance que trabalha com a empatia no ambiente escolar

Alunos realizam performance que trabalha com a empatia no ambiente escolar

A ação consiste em colocar alunos para conversar um com outro, incentivando a escuta e a fala entre eles. (Foto: Cedida)

Com o intuito de promover empatia, afeto e companheirismo no ambiente escolar, alunos da escola estadual Desembargador Floriano Cavalcanti (Floca), localizada em Natal, desenvolveram a performance chamada de Open Therapy, que aconteceu dentro do evento Nuvem de Partilhas, que tem parceria com o Labperformance, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 

A ação consiste em colocar alunos para conversar um com outro, incentivando a escuta e a fala entre eles como uma forma de realizar uma troca afetiva dentro do corpo escolar. Na performance Open Therapy é escolhido um tema e uma turma diferente, nesse eles trabalharam com ansiedade e as sobrecargas da vida dentro da escola.

Anonimamente, os alunos surgem nos espaços em comum da escola "fisgando" os que passam para uma conversa. É uma oportunidade para as pessoas falarem sobre seus afetos, de apaziguar angústias pessoais e de receber um abraço. 

O professor responsável pela performance é o Renan Carlos, que trabalha com arte contemporânea e performance na escola. De acordo com Renan, a atividade é fundamental para a criação de um ciclo de empatia entre os alunos. “É importante para os alunos como uma forma de educação afetiva, de expressão enquanto identidade em formação. O nosso objetivo é que o aluno converse com seus afetos positivos e negativos dentro de uma linguagem contemporânea, e que possa passar isso para a outra pessoa em forma de gesto, de dar-se às mãos. E que o outro repasse esse gesto, a performance na vida vira uma reação em cadeia”, afirma o docente responsável. 

A estudante Annaliz Silva, 2ª série do ensino médio, é a líder do grupo e explica que a escola impulsiona transtornos como ansiedade devido à pressão escolar e convivo social, como um todo.  “A escola acaba impulsionando transtornos de ansiedade e foi algo inovador porque a performance ensina a gente lidar com isso, existia muita gente lidando com ansiedade e foi um momento em que a gente deixou um pouco de lado nós mesmos para ter empatia”, explica a estudante. A atividade também é estendida para professores, funcionários e comunidade escolar. 


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