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Educação 14:35, 22 jul 2019 Alunas de Curso Normal criam método de ensino para atrair interesse dos estudantes do século 21

Alunas de Curso Normal criam método de ensino para atrair interesse dos estudantes do século 21

Trabalho desenvolvido na Escola Luíza Teixeira Lauffer melhorou desempenho dos estudantes de 1º e 2° ano do Ensino Fundamental

Imagine uma sala de aula com estudantes que constroem, na prática, os conteúdos que aprenderam no quadro. Vá além, sonhe com uma escola onde os alunos montem os brinquedos com as próprias mãos, façam teatro, jogos e dancem com conceitos de Matemática, Português, Literatura, Ciências e das demais disciplinas. Tudo feito com materiais recicláveis para proteger o meio ambiente.

Este projeto inovador, que visa atrair o interesse do estudante do século 21, já é uma realidade. A ideia é fruto do trabalho das irmãs Ana Paula da Silva e Taís Milene Machado. Elas são alunas do Curso Normal da Escola Dom Diogo de Souza e desenvolvem estágio obrigatório na Escola em Tempo Integral Professora Luíza Teixeira Lauffer, no bairro Rubem Berta, na Capital.  Elas, que dão aulas para o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, falam sobre a importância de associar atividades lúdicas com aspectos concretos do aprendizado:

“O grande desafio, hoje, é manter o interesse dos alunos nas aulas. O celular acaba sendo muito mais próximo deles que o próprio educador. Por isso, tivemos a ideia de trabalhar elementos como música, teatro, brincadeiras e jogos, associados ao aprendizado”, explica Ana Paula. Taís conta que a metodologia de ensino trabalha aspectos emocionais das crianças e ensina, por meio de atividades práticas, a construção de projetos e o reforço dos conteúdos disciplinares. “Nós não podemos mais pensar a educação como uma concepção antiga. Somente com o quadro e o giz de cera. Temos que fazer mais para que os alunos não percam o interesse na escola. Os estudantes querem aprender e se divertir ao mesmo tempo. Este é o aluno do século 21”, afirma.

A supervisora da Escola Dom Diogo de Souza, Maria Letícia Alquti, que acompanha o estágio, destaca a criatividade das alunas que não pouparam esforços para dinamizar as aulas e cativar as crianças. “Este é um trabalho maravilhoso feito por duas pessoas que tem muito amor pela profissão. Merecem todo nosso aplauso. Estão aprovadíssimas”, ressalta.

A dedicação das futuras professoras já se reflete em sala de aula. Segundo a diretora da Escola, Maria Izabel Allgayer, os estudantes já apresentaram um aprendizado acima da média em função de participarem do projeto. “Estas atividades diferenciadas e criativas, que aproveitam o espaço que o Tempo Integral oferece, estão contribuindo nitidamente no desempenho dos alunos”, conta.

Opinião das crianças

Brenda Leite da Silva, de 8 anos, é estudante do 2º ano. Ela elogia a professora Taís e fala das dinâmicas que são produzidas em aula: “Eu gosto de tudo, mas principalmente das aulas de Artes. Nós aprendemos a misturar as cores e pintar.  Ela é a melhor professora do mundo e é o meu coração”, diz.

Amanda da Costa dos Santos, de 8 anos, que também é aluna do 2º ano, diz que adora a Corrida Maluca, brincadeira que ensina sobre as placas de trânsito e o significado das cores da sinaleira. “Eu acho as aulas ótimas e adoro pular, dançar e aprender com os meus colegas”.

Projetos

As professoras trabalham projetos multidisciplinares, que incluem educação para o trânsito, preservação do meio ambiente e sustentabilidade, saúde bucal, alimentação saudável, contação de histórias e plantio de sementes. A construção é feita com os estudantes, utilizando-se de materiais como EVA, cartolina, pinceis, materiais recicláveis, tintas, canetinhas e lápis de cor.


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