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Mato Grosso 11:17, 12 mar 2015 Aluna de MT debate ensino médio em Minas Gerais

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Representante de Mato Grosso no Parlamento Juvenil do Mercosul, a estudante Eduarda de Oliveira, 16, será uma das participantes do seminário “Ensino Médio no Brasil: Sujeitos, Tempos, Espaços e Saberes”, que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, entre os dias 11 e 13 próximos. 

Nesta segunda-feira (09.03), Eduarda eleita para o cargo em 2014, enquanto aluna da escola estadual 7 de Setembro, no distrito de Assari, zona rural do município de Barra do Bugres, visitou o secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto.  O mandato dela é se estende até 2016. 

“É um mérito grande participar deste Parlamento. Para mim, é um prazer porque a gente observa que os jovens não se movem muito e estamos discutindo o ensino médio que queremos”, resumiu a estudante. 

O secretário pediu para a aluna, após retornar da viagem, relatar as discussões sobre o ensino médio. “A escola que vocês estão querendo é a que nós devemos fazer”, disse o secretário, apontando as necessidades de mudanças na qualidade do ensino em Mato Grosso.

A experiência de compor o Parlamento Juvenil do Mercosul fez com que a menina alçasse novos voos e conhecesse lugares que até então ficavam na imaginação. O cargo já lhe deu a oportunidade de conhecer o tão sonhado mar e andar de avião em duas viagens para Gramado (Rio Grande do Sul) e Montevidéu no Uruguai. 

Eduarda explica que sente as mudanças após se transferir da escola estadual para outra na área urbana. Agora é aluna do Instituto Federal de Educação (IFMT), depois de deixar a zona rural de Barra do Bugres e se mudar para Campo Novo do Parecis. “Antes, era tudo perto. Agora, a escola fica a 15 quilômetros da minha casa”, acrescenta. 

Ela conta que a escola anterior trabalha com o protagonismo da juventude. “É uma escola envolvida e dinâmica”, relata sobre a 7 de Setembro. Ela conseguiu chegar ao cargo no Parlamento após passar por um concurso de redação na rede estadual de ensino. Para ser representante, a estudante deve representar a diversidade, ou seja, vir de uma escola do campo, quilombola ou indígena.

“Eu resolvi fazer o concurso e acreditava ao mesmo tempo que não, mas fiz para poder representar os interesses dos estudantes, isso é importante. Adoro elaborar textos e ler”, diz Eduarda, que estava lendo nesta segunda-feira, o romance “Diário de uma Paixão”.

Ela afirma que a experiência do programa é ótima. “Temos que conseguir qualidade no ensino porque sempre tem o que melhorar”, acrescenta.  Ela citou como necessária a discussões sobre o bulling, que pode levar o estudante a uma doença psicológica. 

Parlamento Juvenil do Mercosul

Conforme o Ministério da Educação, o programa está na sua terceira edição. São 27 estudantes, um de cada unidade federativa, que representam o país em encontros nacionais e internacionais.  O objetivo é promover o protagonismo juvenil, a integração no Mercosul e abrir espaços à discussão de temas de interesses comuns aos jovens dos diversos países.

A seleção nacional dos estudantes é feita pelo Ministério da Educação com a colaboração das Secretarias de Educação. Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela integram o Mercosul. Os representantes discutem a formação política e cidadã da juventude a partir do questionamento “O Ensino Médio que Queremos”, com reflexão e discussão sobre inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos.


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